sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tarte Tatin de Marmelo, pêra e romã


Olá a todos,

Hoje o Barrigana volta com mais uma das suas receitas e desta vez traz-vos uma gulosa sobremesa para adoçar a boca de todos. “Tarte Tatin de marmelo, pêra e romã”.

Este clássico da cozinha francesa consiste essencialmente numa tarte de massa folhada coberta por uma mistura de maçãs que são cozinhadas num caramelo. Neste caso resolvi juntar três frutas que estão em época, o marmelo, a pêra e a romã.

Segundo tradicionalmente se conta, a “Tarte Tatin” foi criada em 1898, na cidade de Lamotte-Beuvron, na região do centro de França. Duas irmãs chamadas Stéphanie e Caroline Tatin eram proprietárias do “Hotel-restaurante Tatin” (um negócio de família) e num dia muito atarefado, Stéphanie, que cozinhava para os hóspedes, estava com dificuldades na cozinha. Ao fazer uma tarte de maçã acabou por se esquecer destas a cozinharem em manteiga e no açúcar, quando se apercebeu tentou “consertar” a tarte colocando massa por cima e levando tudo ao forno dentro do tacho.

Outra versão conhecida é que nas mesmas condições, Stéphanie cozinhou as maçãs no açúcar e ao invés de colocá-las sobre a massa, enganou-se e colocou a massa sobre as maçãs caramelizadas. Quando se apercebeu do erro, já era tarde demais e a tarte já estava a cozinhar no forno, mesmo assim Stéphanie decidiu invertê-la num prato e servi-la, tendo deliciado todos os seus clientes. Foi assim que a partir de um erro foi criada uma das tartes mais famosas de todo o mundo. Assim, para cozinhá-la vão precisar de:

- 1 marmelo;
- 1 pêra;
- 1 romã;
- Cerca de 120g de açúcar;
- Cerca de 10 a 15g de manteiga (bem fria);
- 1 vagem de baunilha;
- 2 a 3 colheres de sopa de whisky;
- Massa folhada (1 embalagem – bem fria);

Em primeiro lugar, numa frigideira ou tacho que possa ira ao forno (não pode ter peças de plástico, apenas de metal) deita-se cerca de três a quatro colheres de sopa de água, à qual adicionamos o açúcar e deixamos cozinhar, em lume médio, até ficar com uma coloração dourada.

Nesta fase introduz-se a manteiga bem fria (para que a temperatura do caramelo reduza e, assim, não queime tão facilmente), o whisky, as sementes que previamente retiramos da vagem de baunilha e a vagem. Deixa-se cozinhar por dois minutos.

Agora coloca-se o marmelo (sem casca e em quartos), a pêra (sem casca e em quartos) e uma mão cheia de bagas de romã, dispondo tudo numa só camada e, caso queiram, formando um padrão. Cozinha-se por alguns minutos até o caramelo atingir a tonalidade de castanho claro.

De seguida apaga-se o lume e deixa-se arrefecer um pouco (cerca de 5 minutos). De seguida cobre-se a fruta (dentro do tacho/frigideira) com a massa (que deve estar bem fria), que caso seja demasiado grande para a forma do tacho deve ser cortada numa forma mais pequena. Uma vez em cima da fruta, com a ajuda de uma faca (pouco afiada) ou de outro utensílio, certificamo-nos de que a massa folhada cobre as laterais da fruta, formando assim, uma vez pronta e desenformada, um delicioso e caramelizado rebordo da tarte.

Finaliza-se fazendo uns buracos com um garfo e leva-se ao forno por 30 minutos, ou até a massa em cima ficar dourada e estaladiça. Assim que se retirar do forno, deixa-se arrefecer um pouco (convém que ainda esteja quente, caso contrário o caramelo solidifica e torna-se impossível retirá-la) e desenforma-se colocando um prato no topo e virando ao contrário. Serve-se adicionando mais uma mão cheia de bagas de romã no topo.

Tradicionalmente, esta tarte é acompanhada por natas azedas, ou por gelado de baunilha, mas como eu também me preocupo com a linha e já que a Barrigana está a atingir máximos históricos, fiquei-me por um pequeno cálice de vinho do porto para acompanhar.

Experimentem, é muito deliciosa. 

Fotos por: Shot Frame – www.shotframe.pt / facebook.com/shotframe



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