sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gelado de Nêspera


Boas minha gente,

Hoje, a primeira coisa que vos tenho a dizer é,…”tá uma brasa que não se pode estar”. Por isso mesmo e para combater o calor o Barrigana resolveu fazer um refrescante gelado.

Este gelado é muito particular. Como vocês sabem eu sou totalmente contra o desperdício, por isso, assim que me deparei com umas nêsperas que já andavam por aqui moribundas resolvi pôr mãos à obra. Juntei o útil ao agradável e fiz um gelado de nêspera.

Para fazer este gelado vão precisar de:
- 300 a 400 g de nêsperas;
- 200 ml de natas (para bater);
- Cerca de 25g de açúcar amarelo;
- 1 pedaço de gengibre (com cerca de 1 cm);
- Sumo e raspas de ½ lima;

Para começar arranjam-se as nêsperas (retira-se a casca, os caroços e algumas possíveis partes podres) e levam-se ao congelador até congelarem (cerca de 2 a 3 horas). Uma vez congeladas reduzimo-las a um puré/líquido e junta-se o gengibre, o sumo e a raspa de lima. Reserva-se no congelador.

Nesta fase, batem-se as natas (bem frias) com o açúcar até ficarem bem firmes e cremosas. Junta-se a mistura de nêsperas e envolve-se bem até ficar uma mistura homogénea. Leva-se ao congelador num recipiente durante 20 minutos, depois retira-se o gelado e mexe-se com a ajuda de umas varas misturando as partes já congeladas com as que ainda não estão congeladas. Repetimos este processo, mas a cada vez adicionamos 10 minutos ao tempo de espera, até o gelado ficar totalmente sólido. Este processo serve para não deixar que o gelado crie cristais de gelo muito grandes. Assim, cada vez que mexe-mos estamos a partir mais os cristais de gelo.

Este é daqueles benditos gelados que nem saem do recipiente, vai tudo de uma vez.

Experimentem.   
Fotos por: Sara Costa - sarajfcosta.wix.com/fotografia

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os chefs da minha família II


Boas pessoal,

Como já vos tinha falado, a minha família é abundante em pessoas com grande inclinação para a cozinha. Pessoalmente, gostos de chamar-lhes chefs mais que não seja porque fazem alguns pratos que mereciam estar num restaurante.

Já vos falei aqui dos chefs da minha família, hoje venho falar-vos de mais alguns, mas estes são todos por “acréscimo”, ou seja, “unidos” com familiares directos.

Em primeiro lugar o meu tio Fernando, fanático assumido por sushi, as suas especialidades são “Cuscuz com vegetais” e “Folhados de alheira e cogumelos”, entre outros pratos.

Depois a minha tia Sofia, especialista em sopas e recordo-me muito bem de um certo polvo assado no forno, macio e suculento. Mas aquela receita de que nunca esqueço é mesmo a tarte de noz. Uma fina camada de bolo, fofo e macio, coberto por umas crocantes nozes caramelizadas. Já estou a salivar.

Outro chef é o meu cunhado Dino, o açoriano mais energético que conheço, é especialista em fazer batatinhas novas cozidas e temperadas com alho e massa malagueta, simplesmente viciantes. É também um perito (como eu) da cozinha “Réd’On”, de tudo o que seja restos ele faz petiscos saborosos, ou refeições completas. Ele é a peça fulcral para a receita de “Lapas” da sua mãe, pois é ele que as apanha.

Por fim a mãe do Dino, a “Dona Didi” é uma cozinheira de mão cheia, a “molhanga” que faz para acompanhar as tais “Lapas no forno” é de morrer, Alcatra de peixe e carne é com ela e até faz licores, nomeadamente um certo licor de vinho que é um verdadeiro xarope para a garganta.

Sem uma família como esta, certamente que o Barrigana não seria o mesmo.


Design por: Sara Costa – sarajfcosta.wix.com/fotografia       

Fábrica do Costa - Restaurante Marisqueira


Boas pessoal,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de um daqueles sítios que são sempre apetecíveis e que conseguem combinar boa comida e boa paisagem.

Falo-vos do restaurante/marisqueira “Fábrica do Costa”, situado no Sítio da Fábrica, em Cacela Velha, Vila Real de Santo António. A “Fábrica” (como habitualmente é conhecido) é daqueles sítios onde podemos comer do melhor marisco que o Algarve tem para oferecer, a ementa está repleta de boas opções. Eu, pessoalmente, recomendo as ostras ao vapor (acabadinhas de sair da água), o arroz de lingueirão ou as conquilhas abertas. Mas devo confessar que o ex-libris deste restaurante, aquele       prato que me faz salivar abundantemente de cada vez que penso nele são os camarões tigre grelhados e acompanhados  pelo molho especial de manteiga, azeite, alho e piri-piri, meus amigos é de comer e chorar por mais. Todas as partes do camarão podem ser comidas, começando pela cauda e acabando no cérebro do animal. Até mesmo das cascas vale a pena tentar sorver todos os saborosos líquidos do camarão.

Palavras para quê, a esta ementa atribuo os cinco Barrigana.

Outro dos pontos altos deste restaurante é a paisagem. Estamos literalmente a dois passos da ria e podemos observar os barcos e pessoas que atravessam a ria até à praia de Cacela, que fica a cerca de 100 metros do restaurante. O ambiente é familiar, acolhedor e simpático. Caso tenhamos sorte (e cheguemos por volta das 19.30 para jantar) podemos sempre apreciar as delícias apresentadas numa mesa de esplanada, de primeira fila para a ria e para o pôr-do-sol.

Para o ambiente vão também os cinco Barriganas.

Em relação ao preço é um pouco variável, consoante os pratos que são pedidos. Nestas circunstâncias, quanto menos vulgar for a iguaria, maior será o seu preço. Iguarias essas que não são acessíveis a todas as carteiras.

Relativamente ao preço ficam os três Barriganas.

Um bom sítio para se apreciar um belo pôr-do-sol, acompanhado por comida da boa e depois de um de árduo trabalho para o bronze. Experimentem se estiverem na zona é uma excelente opção.

Fotos e Design por: Sara Costa - sarajfcosta.wix.com/fotografia   


terça-feira, 25 de junho de 2013

Henrique Sá Pessoa – “Lâminas de Abacaxi macerado em calda de hortelã com gelado de baunilha”


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana, em mais um “Desafios do Chef” resolveu fazer mais uma receita do chef Henrique Sá Pessoa e esta é mesmo daquelas incontornáveis, principalmente num dia de calor abrasador como o de hoje.

Desta vez o Barrigana traz-vos umas refrescantes “Lâminas de abacaxi macerado em calda de hortelã com gelado de baunilha”. Para isto vão precisar de:

- ½ abacaxi (fatiado muito fino);
- 150 ml de gelado de baunilha;
- ½ molho de hortelã;
- 75 g de açúcar;
- 150 ml de água;

Em primeiro lugar faz-se a calda de hortelã fervendo a água com o açúcar por cerca de cinco minutos. Acrescenta-se a hortelã e deixa-se arrefecer.

Uma vez a calda arrefecida juntam-se as fatias finas e deixam-se a macerar durante duas horas no frigorífico. Dispõem-se as fatias no prato, guarnece-se com hortelã e o gelado. Serve-se bem frio.

E assim fica aqui a minha humilde contribuição para combater as altas temperaturas dos próximos dias.

Fotos por: Sara Costa – sarajfcosta.wix.com/fotografia