segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Mitos na Cozinha II – Melancia


Hoje, mais uma vez, o Barrigana “veste” a pele de detective para verificar a veracidade de alguns mitos que, muitas vezes, nos atormentam na cozinha. Desta vez, vou debruçar-me sobre os mitos que envolvem a melancia.

O Vinho depois da melancia “encortiça o estômago” ou “empedra o estômago”.

É verdade que se experimentarmos deitar algumas gotas de vinho na polpa da melancia ela enrijece. A interferência do vinho na melancia passa meramente por aumentar o PH no estômago, aumentando o tempo da digestão e levando a alguma sensação de enfartamento, mas que não traz nada de prejudicial ao organismo. Contudo, por norma, nas situações em que poderá ser acompanhada com vinho (às refeições) ela mistura-se no estômago com outros alimentos, o que leva a que este fenómeno muito dificilmente aconteça.

Muitas vezes este mito aparece associado a um outro, que diz que a melancia é uma fruta indigesta. Bom, em primeiro lugar, a melancia é uma fruta rica em água, vitaminas A e C, potássio e outros minerais. Esta crença provém, precisamente, da sua composição, pois contém na sua polpa fibras insolúveis que fazem aumentar os movimentos intestinais, dando a sensação de que a digestão é complicada.

De qualquer das formas não aconselho a comerem uma fatia de melancia acompanhada/seguida de um copo de vinho.

A melancia é afrodisíaca.

Um estudo defende que este fruto actua contra a impotência sexual por intermédio de um nutriente chamado citrulina, que age de forma semelhante ao princípio activo do famoso comprimido azul - Viagra. Apesar de ser um estudo bastante recente, e pelo qual se aguardam ainda por mais certezas, chegou-se à conclusão de que a citrulina presente na melancia actua como relaxante dos vasos sanguíneos, permitindo que a zona seja irrigada de uma forma mais eficaz. Pelo sim, pelo não, fica aqui a dica.


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