sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Carpaccio de Ananás dos Açores com cobertura de Figos da Índia


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana traz-vos mais uma das suas receitas.

Como já disse aqui nestes meus Diários, os Açores (principalmente a Ilha Terceira) são um local que têm um grande significado para mim. Não só porque são uma das regiões mais bonitas do nosso país, mas, acima de tudo, porque tenho familiares que vivem lá.

Por isso mesmo, na receita de hoje tentei fazer um prato que combinasse dois elementos principais, um dos Açores e outro de Alcácer do Sal. Assim, hoje trago-vos um “Carpaccio de Ananás dos Açores com cobertura de Figos da Índia”.

Ora acho que é escusado estar aqui a falar-vos do ananás dos Açores, já tem bastante fama. Contrariamente, o figo da Índia ainda é bastante desconhecido da maioria da população e em Alcácer podemos encontrá-los em abundância.

É difícil de determinar com exatidão a origem deste fruto, mas sabe-se que o seu consumo por seres humanos remonta há pelo menos 9000 anos e que foi trazido para a Europa por descobridores espanhóis. 

No nosso país adaptaram-se facilmente, principalmente no Alentejo e Algarve, onde nos dias de hoje crescem livremente e com alguma abundância.

Ainda assim, já existem algumas iniciativas no nosso país que lhes têm dado importância. Existe a Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira-da-índia e até já foi criado um pastel de nata com figos da Índia.

Nutricionalmente, é um fruto rico em açúcar, em potássio, magnésio, cálcio e vitaminas C, A, B1 e B2. 

Assim para esta receita vão precisar de:   

- 1 ananás os Açores (pequeno e maduro);
- 2 a 3 figos da Índia (maduros);
- Cerca de 100 ml de rum;
- 2 colheres de sopa de mel (usei mel da região de Alcácer);
- 1 pau de canela;
- 2 vagens de cardamomo;
- 1 raspa de laranja;

Começamos por descascar o ananás e fatiá-lo em rodelas bem finas (o mais finas possível sem que se desfaçam). Posto isto, levamo-las ao congelador durante cerca de 30 minutos.

Entretanto, para a cobertura de figos da Índia, descascamos estes frutos (com cuidado, pois estes têm picos muito pequenos) e partimo-los em pedaços. Depois num tacho deitamos o rum, juntamente com o mel, a canela, o cardamomo, a raspa de laranja e deixamos aquecer por alguns minutos mexendo sempre. Desligamos o lume e deixamos em infusão.

Passados cerca de 15 minutos voltamos a reaquecer a infusão, retiramos o ananás do congelador e partimo-lo em pedaços mais pequenos.

Assim que a infusão estiver quente retiram-se o pau de canela, as vagens de cardamomo e a casca de laranja e introduz-se os pedaços de figo da Índia. Apaga-se o lume e deixa-se ficar por dois a três minutos.
Servem-se os pedaços de carpaccio de ananás e cobrem-se com os pedaços de figo. Finaliza-se regando tudo com o “molho de rum”.

Experimentem, uma combinação surpreendente e deliciosa.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Curcuma, a melhor amiga do cérebro (?)


Olá minha gente,

Este fim-de-semana tive conhecimento de uma notícia na Revista (revista semanal do Jornal Expresso) que deixou muito contente e esperançoso.

Segundo investigadores do Instituto de Neurociência e Medicina de Julich, na Alemanha, o caril (e não só, todos os pratos que contenham curcuma/açafrão da Índia) poderá estimular o cérebro humano.

Para já, as conclusões ainda não se aplicam aos seres humanos. Estes investigadores descobriram, concretamente que, ao injetarem ratinhos de laboratório com tumerona aromática, um composto da curcuma/açafrão da Índia muito utilizado para fabricar o pó de caril e temperar vários outros pratos, estes registaram um aumento de atividade cerebral em zonas do cérebro relacionadas com o crescimento de células nervosas.

Agora em discussão e estudo está possibilidade de se utilizar este composto em seres humanos para ajudar no tratamento de doenças degenerativas como o Alzheimer ou a demência.

De resto, já vos tinha falado aqui de outros dos benefícios do Açafrão da Índia/Curcuma. É reconhecido pelo seu forte poder antisséptico, indicado para desinfetar feridas, cortes e para ajudar fortalecer o sistema imunitário. Contém também um elemento na sua composição chamado curcumina que ajuda no combate contra os agentes cancerígenos (radicais livres), protegendo as células, principalmente na zona cólon.

Pode ainda não estar testado e comprovado que este componente tem os mesmos efeitos no cérebro humano, mesmo assim, usem e abusem do açafrão nos vossos pratos, façam caris “a torto e a direito”, porque de certeza que serão pratos saborosos e acima de tudo muito saudáveis.  


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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Coração saudável, Barrigana feliz


Olá minha gente,

Hoje é o dia Mundial do Coração, um órgão importantíssimo para nós, seres humanos. Em 2013, em Portugal “(…) ocorreram cerca de 23.000 mortes por doenças cardiovasculares, das quais cerca de 16.000 por AVC e cerca de 7.000 por enfarte do miocárdio.” (in, http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/doencas/o-flagelo-das-doencas-coronarias-em-portugal.html).

Por tudo isto, devemos, cada vez mais, cuidar do nosso pequeno/grande coração. Como o vosso amigo Barrigana tem muito carinho pelo seu coração, pesquisou quais os melhores alimentos para este órgão. São eles:

- Aveia – É rica em ómega 3, potássio e fibras. Ajuda a reduzir os níveis de mau colesterol e a manter as artérias limpas. A minha sugestão é usarem-na para o pequeno-almoço com um pouco de canela e leite, também é muito saborosa em sobremesas e também num pão caseiro.

- Sementes de linhaça  – São ricas em fibras, ómega 3 e ómega 6. Tendo um efeito, no coração, muito semelhante ao da aveia. Funciona também como uma excelente forma de complementar a aveia ou cereais integrais.

- Peixes gordos  – Peixes como o salmão, a sardinha, o carapau, a cavala ou o atum são ricos em ómega 3. A ingestão de duas porções destes peixes por semana pode reduzir o risco de morrer de ataque cardíaco até um terço.

- Abacate  – É uma excelente fonte de gorduras monoinsaturadas, que ajudam a diminuir o mau colesterol e a aumentar o bom colesterol. É rico em carotenoides como o betacaroteno e o licopeno que são essenciais para a saúde do coração. Resulta bem como um bom guacamole, em saladas e até em pratos de sushi.

- Nozes  – São pequenas granadas de ómega 3 e gorduras mono e polinsaturadas, que ajudam a manter a saúde do coração e aumentam as quantidades de fibras na dieta.

- Leguminosas  – Ricas em ómega 3, cálcio e fibra solúvel, leguminosas como as lentilha, o grão-de-bico e o feijão, constituem uma opção barata, saborosa e saudável.

- Espinafres - Os espinafres contêm luteína, potássio e fibras que ajudam ao bom funcionamento do coração.

- Pimenta Caiena – Contém propriedades que ajudam à dilatação dos vasos sanguíneos, que ajudam na circulação do sangue do coração para o resto do corpo. Para além disso, possuí diversas enzimas que atuam como eficazes antibacterianos e anti-inflamatórios.

Meus amigos, esta “questão” não tem que ser apenas uma preocupação ao nível da saúde, peso ou aparência física, para mim acaba por ser também uma questão de comer bem, comer comida saborosa, saudável e consequentemente alimentar bem o nosso coração, o nosso corpo e a nossa barrigana.


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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Salsichas de Porc…, não Pescada


Olá minha gente,

Quando penso que já vi de tudo, acabo sempre por me deparar com alguma coisa nova que me surpreende completamente.

Ora há algum tempo enquanto navegava, calmamente, pela internet descobri que investigadores do Departamento do Mar e dos Recursos Marinhos do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) desenvolveram uma salsicha de peixe que sabe a carne.

É verdade meus amigos, por muito estranho que vos pareça. Basicamente o que conseguiram fazer foi, utilizando a pescada como matéria-prima (um peixe que não tem um sabor muito forte) desenvolveram uma salsicha com o mesmo sabor, cheiro e textura de uma típica salsicha tipo Frankfurter.

O conceito original partiu da vontade dos investigadores em aproveitarem vários peixes/sobras de pescado que ninguém compra ou aproveita, tentando criar uma alternativa mais saudável às salsichas de carne, já que apresenta valores muito inferiores em termos de gorduras comparativamente com as de carne. Em média, as salsichas de carne apresentam uma percentagem de 23 por cento de gordura, no caso das salsichas de pescada este valor desce até aos 0,4 por cento. Para além disto, contém a dose diária de Ómega 3 e fibras vegetais recomendadas para uma criança em idade escola.

Como vêem estas salsichas têm grandes “barbatanas para nadar” uma vez que teriam um mercado gigantesco e, como afirmam os investigadores, “(…) não necessitam de marketing, são um produto recorrente no mercado português, sendo familiares ao público.”

Entusiasmados com a ideia? Calma, estas salsichas ainda não têm data de lançamento no mercado, segundo os investigadores que desenvolveram o produto “(…) a industria tem o seu próprio tempo”, ainda assim admitem que “(…) algumas (empresas) podem estar interessadas, num futuro breve”.

Agora, meus amigos, é só esperarmos para lhes pormos as mãozinhas em cima e deliciarmo-nos.