terça-feira, 9 de setembro de 2014

Contaminação cruzada


Olá a todos,

Hoje venho falar-vos de contaminação cruzada. Sim é uma expressão um pouco estranha e, há semelhança de muitas outras, é um pouco difícil de explicar por palavras, no entanto é muito fácil de se perceber através de exemplos.

Ora aqui vai. Por exemplo, imaginem que estamos tranquilamente a preparar um belo frango assado no forno com vegetais para a nossa refeição. Como é habitual, estamos a “arranjar” o frango (cru) na tábua de corte que usamos sempre e com a nossa faca de cozinha preferida. Assim que o frango está preparado, passamos à próxima fase, ou seja, cortar os vegetais que vão acompanhar o frango, começamos a cortá-los na mesma tábua e com a mesma faca com que arranjámos o frango. A isto, meus amigos, chama-se contaminação cruzada.

Qual o problema? O problema consiste no facto de ao utilizarmos a mesma tábua e faca (sem serem lavadas) para arranjar o frango e cortar os vegetais, estamos a contaminar os vegetais com bactérias do frango.

Posto isto, qual a solução para este problema. Fácil, têm duas opções. A primeira é terem sempre algumas tábuas de corte, por exemplo, uma para preparar carne, outra para peixe, outra para os vegetais e por aí fora. Atenção neste caso convém lavar (com água quente) a faca que está a ser utilizada antes de passarem aos próximos alimentos, para que a contaminação não seja feita através da faca.

De facto, muitos restaurantes utilizam um esquema de cores de tábuas de corte para cada variedade de alimentos, evitando assim contaminações.

Outra opção, se não quiserem comprar várias tábuas, é lavar a tábua de corte com água bem quente e detergente de loiça, entre cada variedade de alimentos. Assim, com a água quente as bactérias morrem e o cheiro de cada ingrediente desaparece.

Mas não é só através das tábuas e facas que pode acontecer a contaminação cruzada, por exemplo, se guardarem a carne ou peixe crus na prateleira mais acima do frigorífico, estes podem pingar e contaminar produtos como vegetais, frutas, queijos, entre outros, que estejam nas prateleiras abaixo. Por isso, coloquem sempre carnes ou peixes crus na última prateleira mais abaixo do frigorífico e de maneira a que não estejam em contacto directo com outros alimentos que possam ficar contaminados.
Agora já sabem, atenção às contaminações cruzadas.


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sábado, 6 de setembro de 2014

Beringelas Recheadas



Olá minha gente,

O verão está a chegar ao fim. Ainda assim podemos continuar a desfrutar de alguns dos frutos e vegetais que esta altura do ano nos oferece. Um desses grandes exemplos são as beringelas, cuja época áurea são os meses mais quentes.

Originárias da Índia onde, há 4000 anos, eram cultivadas como plantas ornamentais, as beringelas foram trazidas para a Europa pelos Árabes por volta do século XIII. A sua introdução começou na Península Ibérica e daí alastraram-se para o resto do “Velho Continente”.

A beringela é um vegetal fantástico, rico em nutrientes e muito pouco calórico, uma beringela com cerca de 150g contém apenas cerca de 30 calorias. Para além disso são ricas em fibras, vitaminas B1, B3, B6 e ainda ricas em poderosos antioxidantes.

Com todos estes nutrientes ajudam a melhorar o funcionamento intestinal, ajudam a baixar o colesterol e a melhorar o fluxo sanguíneo.

Falando mais em “termos culinários”, são bastante “carnudas” e absorvem muito bem os sabores dos restantes ingredientes com que as cozinhamos. Assim, hoje trago umas “Beringelas Recheadas”. Vão precisar de:

Para duas pessoas
- 1 beringela (grande);
- 250g de carne de vaca moída;
- 10 cogumelos Paris;
- 1 alho francês (pequeno/médio);
- 1 colher de sopa de massa de alho;
- ½ cebola roxa (picada);
- Tomilho-limão q.b.
- 1 cálice de vinho branco;
- 1 noz de manteiga;
- Sal e pimenta q.b.
- Queijo Feta (alguns pedaços).

Em primeiro lugar corta-se a beringela ao meio de forma a obtermos duas partes iguais, nesta fase retira-se o interior de cada uma das metades, reservam-se deitando algumas gotas de limão para que as metades não oxidem e fiquem castanhas.

Depois numa frigideira começa-se por saltear com azeite a massa de alho, a cebola roxa e os pedaços de beringela (que retirámos do interior de cada metade). Passados cerca de cinco minutos, uma vez a beringela macia tempera-se com um pouco de sal e pimenta e junta-se o alho francês em rodelas. Deixa-se cozinhar mais um pouco e depois juntam-se os cogumelos em fatias e junta-se o tomilho-limão a gosto.

Assim que os cogumelos estejam quase cozinhados junta-se o vinho branco e deixa-se evaporar, depois tempera-se com a manteiga.

Nesta fase, junta-se a carne moída e tempera-se com sal e pimenta e deixa-se cozinhar. Uma vez cozinhada retira-se do lume e recheia-se as beringelas com esta mistura, junta-se alguns pedaços de queijo feta e leva-se ao forno por cerca de 20 minutos a 200 graus.

Serve-se e desfruta-se.

Suculentas, saudáveis e saborosas.


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Hambúrguer de Ventresca de Atum Manná em Pão de centeio e azeitonas


Olá a todos,

O mês de Agosto está a chegar ao fim e com ele o mês de eleição para as férias de grande parte dos portugueses.

No entanto esta ainda é altura de calor e, mesmo a trabalhar, ainda podemos, e devemos, aproveitar uns belos dias de praia. Por isso mesmo, e para que possam aproveitar na totalidade os belos dias que aí se avizinham o Barrigana traz-vos hoje uma sugestão saudável, fácil de fazer e muito saborosa.

Assim, hoje trago-vos um “Hambúrguer de Ventresca de Atum em Pão de centeio e azeitonas”. Vão precisar de:

 (Para 4 hamburgueres)
(Pão de centeio e azeitonas)
- 300g de farinha de centeio;
- Cerca de 11g de fermento de padeiro;
- 4 a 5 dl de água à temperatura ambiente (5/10 s no micro-ondas);
- 1 colher de chá de açúcar;
- 10g de sal fino;
- 10g de orégãos secos;
- 1 colher de sopa de azeite
- Cerca de 100g de azeitonas pretas;
(Hambúrgueres)
- 3 latas de ventresca de atum manná;
- ½ alho francês (de tamanho médio);
- ½ cebola roxa
- 3 rodelas de gengibre;
- 3 rolos de anchova com alcaparras Manná;
- Sumo e raspa de 1 limão;
- 1 ovo;
- 2 a 3 colheres  de farinha;
- sal e pimenta;
(Acompanhamento)
- 6 tomates cherry;
- 1 abacate;
- Paprica;
- Cominhos;
- Coentros em pó
- Coentros frecos

Em primeiro lugar para o pão de centeio e azeitonas, num recipiente junta-se a farinha, o sal, os orégãos, o azeite e as azeitonas. Entretanto numa taça com água à temperatura ambiente adiciona-se a colher de chá de açúcar e o fermento de padeiro e deixa-se repousar por cerca de 15 minutos. Posto isto, junta-se a água com o fermento ao recipiente com a farinha de centeio e os restantes ingredientes e mistura-se bem até se obter uma bola de massa macia e homogenia. Deixa-se repousar por cerca de 1 hora.

Passado esse tempo, divide-se a massa em quatro, volta a amassar-se cada uma dando a forma pretendida e leva-se ao forno por cerca de 45 minutos.

Enquanto isto, passamos aos hambúrgueres. Num recipiente junta-se a ventresca de atum Manná desfiada, o alho francês, a cebola roxa e o gengibre finamente picados, os rolos de anchova desfeitos, a raspa de limão, o ovo e a farinha. Mistura-se tudo bem e tempera-se com um pouco de sal e pimenta.
Nesta fase, formam-se hambúrgueres e cozinham-se numa frigideira com um pouco de azeite.

Como acompanhamento, cortam-se os tomates cherry em rodelas grossas, o abacate em pedaços e tempera-se tudo com um pouco de azeite, paprica, cominhos, coentros em pó, coentros frescos picados, sal e pimenta.

Serve-se o hambúrguer dentro do pão, juntamente com a salada de tomates cherry e abacates.

Saudável e saboroso, perfeito para um dia de praia. Experimentem.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Peixe para o cérebro


Olá minha gente,

Que o peixe é um alimento muito saudável e que beneficia em muito a nossa saúde já todos nós sabíamos. Mas, o que ainda não estava comprovado cientificamente era que o peixe aumenta a massa cinzenta do cérebro.

É verdade. Segundo estudos recentes realizados pela Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, o consumo regular de peixe aumenta e melhora a memória e diminui os riscos de algumas doenças relacionadas com o cérebro, como por exemplo, Alzheimer.

Este estudo analisou os hábitos alimentares de 260 indivíduos, cujos cérebros foram estudados através de TAC. Concluiu-se que quem fazia pelo menos uma refeição de peixe assado, ou cozido (o peixe frito não tem influência) por semana apresentava mais massa cinzenta nas radiografias cerebrais. Isto, independentemente do tipo de peixe ingerido, todos eles contribuem para esta situação.

Ora aqui está uma boa razão para ficarmos contentes, já que nós, em Portugal, gostamos muito do nosso peixinho e, na minha opinião, temos o melhor peixe do mundo.

Por isso já sabem, libertem o vosso lado mais felino e desatem a comer peixe (grelhado ou cozido).


Fonte: Expresso – Revista 2181 de 15 de Agosto

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