sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tarte de Oreo e Limão merengada


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana traz-vos um docinho para animar o fim-de-semana que aí vem.

Bolachas Oreo. Adoradas por muitos de nós, estas bolachas são quase um ícone em todo o mundo ocidental. Todos nós sabemos bem como se deve comer uma destas bolachas… roda-se, lambe-se e depois molha-se no leite. Contudo, a sua origem é muito mais antiga do que muitas vezes se imagina.

Estas bolachas com mais de 100 anos, foram criadas em 1912 nos E.U.A. pela National Biscuit Company (hoje em dia conhecida como Nabisco). A origem do seu nome é alvo de várias teorias diferentes, uma delas diz que a sua origem está numa derivação da palavra francesa “Or” (ouro), uma vez que as primeiras embalagens eram douradas. Outra das teorias afirma que a palavra vem do grego “Oreo” que significa bonito, bom e bem feito.

Teorias à parte, hoje o Barrigana resolveu trazer-vos uma forma diferente de comer estas bolachas, ou seja, em forma de uma “Tarte de Oreo e Limão merengada”. Vão precisar de:

Base da tarte
- Bolachas oreo sem o recheio (cerca de 24);
- 50g de Manteiga (derretida);
- 2 ovos;
- Cerca de 6 colheres de sopa de farinha.
Recheio
- sumo e raspa de 3 a 4 limões;
- 3 a 4 gemas;
- 150g de açúcar;                                                                                  
- 180ml de natas (bem frias);
- 1 colher de chá de essência de baunilha;
- Recheio das bolachas oreo (cerca de 24 bolachas);
Merengue
- 3 a 4 claras;
- 4 a 5 colheres de sopa de açúcar;

Para começar separam-se as bolachas do creme para recipientes separados. Posto isto, com a ajuda de um robot de cozinha moem-se as bolachas até se obter uma consistência um pouco maior do que pão ralado. 

Depois, às bolachas junta-se a manteiga, os ovos e a farinha e mistura-se tudo bem até se obter uma mistura pegajosa.

Coloca-se a mistura numa tarteira e leva-se ao forno a 180 graus, por 10 a 15 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer.

Entretanto, mistura-se bem o creme das bolachas e junta-se as gemas, o açúcar e as raspas e sumo de limão e mistura-se muito bem para que não fiquem grumos do creme das bolachas. Depois à parte batem-se as natas com a essência de baunilha até ficar firme e junta-se à outra mistura.

Assim que estiver tudo bem misturado junta-se à tarteira com a base previamente bem arrefecida e volta a ir ao forno a 180 graus por cerca de 20 minuto, ou até o creme estar cozido. Atenção, mesmo que de início o creme pareça estar mal cozido, retirem a tarte do forno e deixem-na arrefecer e aí o creme vai solidificar.

Assim que a tarte estiver fria, num recipiente batem-se as claras com uma pitada de sal até estas começarem a ficar mais firmes junta-se lentamente e, gradualmente, o açúcar até as claras ficarem firmes e brilhantes. 

Depois coloca-se o merengue no cimo da tarte e queima-se com um maçarico, ou levando de novo ao forno no modo “grill” por cerca de 10 minutos.

Uma delícia para todos os gulosos e não só. Experimentem.


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Luar da Fóia


Olá a todos,

Estamos quase no verão. De facto, em termos físico-estéticos, estamos no período pré-praia, em que todos se esforçam (uns mais do que outros) para compensarem os quilinhos ganhos durante o inverno.

Por isso mesmo, hoje o Barrigana vai fazer um teste àqueles que estão a tentar melhorar a sua alimentação. 
É verdade meus amigos, quem resistir às iguarias do restaurante que vos vou falar, resiste a qualquer coisa, garanto-vos.

Situado na Foia a poucos minutos de Monchique encontramos o restaurante “Luar da Foia”. Este é um espaço verdadeiramente privilegiado, com uma varanda/esplanada solarenga onde podemos apreciar a espetacular paisagem dos vales e montanhas que rodeiam Monchique e também para o mar que ainda se vê bem lá ao fundo.

A casa tem uma decoração confortável e tradicional, o atendimento é muito simpático e familiar encaminhando-nos sempre para as melhore opções da ementa.

Para o ambiente ficam os quatro Barriganas.

Passando à ementa, ou seja, a grande prova de fogo. Esta é baseada nos pratos mais tradicionais da zona, onde a carne porco e os seus enchidos são os que mais abundam. Não pensem que vão comer um belo filete grelhado, não, não, meus amigos, estamos no meio da serra algarvia e isto aqui não é para meninos.

Começando com as entradas, recomendo uma pequena travessa de enchidos assados que mais me parece uma verdadeira ode ao que de melhor os enchidos têm para oferecer. Depois passando para os pratos principais, onde a carne de porco é o petisco dominante e as migas de pão são o acompanhamento principal, começamos com a “Assadura com migas”, carne de porco assada, desfiada e temperada com azeite, alho e coentros. De seguida uns deliciosos “Secretos de porco preto” e logo depois uns fantásticos “Lagartos de porco”.

Logo depois segue-se a chamada “comida de tacho”, em que o restaurante também é especialista, para começar um suculento “Javali com ameixas” e na continuação um imponente “Cozido de couves” recheado de couves, batata-doce e, claro, carne de porco variada e enchidos. Uma autêntica ode ao nosso querido amigo suíno.

Para terminar este grande banquete, um “pudim de mel”, ou qualquer um dos outros doces bem típicos desta região. Se ainda tiverem estômago para mais podem sempre ajudar a digestão com uma tradicional “Melosa”, ou “Aguardente de medronho”, só mesmo para rijos.

Em relação à ementa ficam os cinco Barriganas.

O preço médio anda entre os 10 e os 15 euros por pessoa, sendo um valor bastante simpático tendo em conta a qualidade, quantidade da comida e o ambiente desta casa.

Para o ficam também os cinco Barriganas.

Quem pensar numa refeição no “Luar da Foia” que se prepare para um repasto memorável. Vale bem a experiência.


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domingo, 18 de maio de 2014

Pataniscas de Lulas de Caldeirada Manná com Puré de feijão branco


Olá minha gente,

Pataniscas. Meus amigos, as Pataniscas são um dos mais tradicionais pratos da nossa gastronomia, é muito apreciado por todo nós e é até um símbolo nacional. 

Segundo alguns historiadores, a origem das pataniscas (assim como dos pastéis) remontam ao século XIX, na cidade de Lisboa e ao contrário do que possamos pensar, não surgiu de mãos portuguesas.

Mas para chegarmos verdadeiramente à origem das pataniscas temos que recuar cerca de 400 anos atrás, até ao século XV e aos imigrantes vindos da Galiza que se foram instalando na cidade. Uma vez instalados começaram a trabalhar na indústria naval, nas obras de construção do Aqueduto das Águas Livres, abriram carvoarias e também muitas tascas.

Foi precisamente nestas tascas onde surgiram as “pastaniscas de bacalhau” (e também os pastéis de bacalhau), que eram feitas a partir das aparas de bacalhau que sobravam, eram guardadas e depois reaproveitadas para confeccioná-las.

Mas não só de bacalhau se podem fazer as pataniscas, por isso mesmo hoje trago-vos umas feitas a partir de outro prato bem tradicional, as “Lulas de Caldeirada”. Assim trago-vos umas saborosas “Pataniscas de Lulas de Caldeirada Manná com Puré de feijão branco”. Vão precisar de:

(Para 4 a 6 pataniscas)
- 1 lata de Lulas de Caldeirada Manná;
- ¼ de cebola roxa (fatiada em meia-lua);
-3 colheres de sopa de farinha;
- 1 ovo;
- Raspas de limão e laranja q.b.;
- Sumo de limão q.b.;
- 1 colher de chá de gengibre ralado;
- 1 colher de chá de pimentão-doce;
- coentros q.b.
Puré de Feijão branco
- 420g de feijão branco (1 lata);
- 2 chalotas (picadas);
- 2 dentes de alho (picados);
- ¼ de cebola roxa (picada);
- 4 tomates cherry;
- 1 cenoura (pequena, cortada em cubos);
- 4 pedaços de tomate seco (reidratados em água quente – reservar a água);
- 2 colheres de chá de vinagre de framboesa;
- 2 fatias de chourição;
- 1 folha de louro;
- Pimentão-doce q.b.;
- Sumo de limão e laranja q.b.;
- Coentros q.b.;
- Vinagre balsâmico q.b.

Em primeiro lugar retiram-se as lulas da lata, partem-se em pedaços e colocam-se num recipiente juntamente com a cebola, a farinha, o ovo, a raspa e sumo de limão e laranja, o gengibre, os coentros picados e sal e pimenta a gosto. Mistura-se tudo bem até obter-se uma espécie de pasta pegajosa e leva-se ao frigorífico durante 30 minutos.

Entretanto numa frigideira junta-se as chalotas, a cebola roxa, o alho, os tomates cherry, os tomates secos picados (previamente demolhados em água quente) e a cenoura, deixa-se cozinhar por cerca de cinco minutos. Depois juntam-se os feijões, as duas fatias de chouriço, a folha de louro e volta-se a deixar cozinhar por cerca de mais cinco minutos.

Nesta fase, retiram-se as fatias de chourição e reservam-se, tempera-se a mistura com o vinagre de framboesa e o pimentão-doce. Retira-se do lume para um recipiente e com a ajuda de uma varinha mágica reduz-se tudo a puré e tempera-se com o sumo de limão e laranja, o vinagre balsâmico, os coentros, sal, pimenta e caso queiram um pouco de picante. Se este puré estiver demasiado espesso junta-se um pouco da água em que foram demolhados os tomates secos.

Para finalizar, numa frigideira sem gordura tostam-se as fatias de chourição até ficarem crocantes e retiram-se.

Termina-se fritando as pataniscas em óleo bem quente (cerca de 1,5 cm de altura) até ficarem bem estaladiças, tentando sempre dar-lhes uma forma circular e espalmá-las com a parte de trás de uma colher.   
Estaladiças por fora e fofas e deliciosas por dentro. Um prato tradicional com um toque especial.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O famoso Hummus de Tremoços


Olá a todos,

O Barrigana está oficialmente, todo babado.

É um grande orgulho ver a minha receita como uma das mais surpreendentes que passaram pelo restaurante “Entra”.

Deixo-vos aqui a prova do sucesso do Hummus, diretamente da Rádio Renascença.


Deixo desde já aqui o conselho a todos os que gostam de cozinhar e que não têm medo de um desafio, 
venham pôr-se à prova no “Entra Talento”, todas as terças-feiras ao jantar.




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