domingo, 18 de maio de 2014

Pataniscas de Lulas de Caldeirada Manná com Puré de feijão branco


Olá minha gente,

Pataniscas. Meus amigos, as Pataniscas são um dos mais tradicionais pratos da nossa gastronomia, é muito apreciado por todo nós e é até um símbolo nacional. 

Segundo alguns historiadores, a origem das pataniscas (assim como dos pastéis) remontam ao século XIX, na cidade de Lisboa e ao contrário do que possamos pensar, não surgiu de mãos portuguesas.

Mas para chegarmos verdadeiramente à origem das pataniscas temos que recuar cerca de 400 anos atrás, até ao século XV e aos imigrantes vindos da Galiza que se foram instalando na cidade. Uma vez instalados começaram a trabalhar na indústria naval, nas obras de construção do Aqueduto das Águas Livres, abriram carvoarias e também muitas tascas.

Foi precisamente nestas tascas onde surgiram as “pastaniscas de bacalhau” (e também os pastéis de bacalhau), que eram feitas a partir das aparas de bacalhau que sobravam, eram guardadas e depois reaproveitadas para confeccioná-las.

Mas não só de bacalhau se podem fazer as pataniscas, por isso mesmo hoje trago-vos umas feitas a partir de outro prato bem tradicional, as “Lulas de Caldeirada”. Assim trago-vos umas saborosas “Pataniscas de Lulas de Caldeirada Manná com Puré de feijão branco”. Vão precisar de:

(Para 4 a 6 pataniscas)
- 1 lata de Lulas de Caldeirada Manná;
- ¼ de cebola roxa (fatiada em meia-lua);
-3 colheres de sopa de farinha;
- 1 ovo;
- Raspas de limão e laranja q.b.;
- Sumo de limão q.b.;
- 1 colher de chá de gengibre ralado;
- 1 colher de chá de pimentão-doce;
- coentros q.b.
Puré de Feijão branco
- 420g de feijão branco (1 lata);
- 2 chalotas (picadas);
- 2 dentes de alho (picados);
- ¼ de cebola roxa (picada);
- 4 tomates cherry;
- 1 cenoura (pequena, cortada em cubos);
- 4 pedaços de tomate seco (reidratados em água quente – reservar a água);
- 2 colheres de chá de vinagre de framboesa;
- 2 fatias de chourição;
- 1 folha de louro;
- Pimentão-doce q.b.;
- Sumo de limão e laranja q.b.;
- Coentros q.b.;
- Vinagre balsâmico q.b.

Em primeiro lugar retiram-se as lulas da lata, partem-se em pedaços e colocam-se num recipiente juntamente com a cebola, a farinha, o ovo, a raspa e sumo de limão e laranja, o gengibre, os coentros picados e sal e pimenta a gosto. Mistura-se tudo bem até obter-se uma espécie de pasta pegajosa e leva-se ao frigorífico durante 30 minutos.

Entretanto numa frigideira junta-se as chalotas, a cebola roxa, o alho, os tomates cherry, os tomates secos picados (previamente demolhados em água quente) e a cenoura, deixa-se cozinhar por cerca de cinco minutos. Depois juntam-se os feijões, as duas fatias de chouriço, a folha de louro e volta-se a deixar cozinhar por cerca de mais cinco minutos.

Nesta fase, retiram-se as fatias de chourição e reservam-se, tempera-se a mistura com o vinagre de framboesa e o pimentão-doce. Retira-se do lume para um recipiente e com a ajuda de uma varinha mágica reduz-se tudo a puré e tempera-se com o sumo de limão e laranja, o vinagre balsâmico, os coentros, sal, pimenta e caso queiram um pouco de picante. Se este puré estiver demasiado espesso junta-se um pouco da água em que foram demolhados os tomates secos.

Para finalizar, numa frigideira sem gordura tostam-se as fatias de chourição até ficarem crocantes e retiram-se.

Termina-se fritando as pataniscas em óleo bem quente (cerca de 1,5 cm de altura) até ficarem bem estaladiças, tentando sempre dar-lhes uma forma circular e espalmá-las com a parte de trás de uma colher.   
Estaladiças por fora e fofas e deliciosas por dentro. Um prato tradicional com um toque especial.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O famoso Hummus de Tremoços


Olá a todos,

O Barrigana está oficialmente, todo babado.

É um grande orgulho ver a minha receita como uma das mais surpreendentes que passaram pelo restaurante “Entra”.

Deixo-vos aqui a prova do sucesso do Hummus, diretamente da Rádio Renascença.


Deixo desde já aqui o conselho a todos os que gostam de cozinhar e que não têm medo de um desafio, 
venham pôr-se à prova no “Entra Talento”, todas as terças-feiras ao jantar.




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sábado, 10 de maio de 2014

Picadinho Tropical


Olá minha gente,

A receita que vos trago hoje é daquelas que acabam na nossa mesa quase por puro acaso, normalmente surge naquelas alturas de dúvida e incerteza em que não sabemos ao certo o que fazer para o jantar.

No entanto, normalmente nestes dias há sempre qualquer coisa nos nossos frigoríficos, congeladores e despensas, há muito tempo esquecidos e que normalmente nos desenrascam nestas alturas. Mas há sempre aquelas situações em que parece que os planetas estão todos alinhados, tudo corre bem (e até bem demais) e os ingredientes que inicialmente pareciam não combinar, no final fazem um excelente prato.

Foi o que aconteceu precisamente neste prato onde juntei numa frigideira umas quantas frutas que já estavam a passar do ponto, um chouriço e um bife de peru que já estavam congelados há algum tempo, uma batata-doce que estava no fundo do saco e pronto surgiu o “Picadinho Tropical”. Para isto vão precisar de:

(Para 2 pessoas)
- ½ chouriço;
- 1 bife de peru;
- 1 carambola;
- ½ batata-doce;
- ½ cebola;
- Sumo de 1 laranja (opcional);
 (Molho de figo da índia)
- 1 figo da Índia;
- Sumo de ½ limão;
- ¼ colher de chá de cominhos;
- ¼ de colher de chá de canela;
- ¼ de colher de chá de pimenta;
- ¼ de colher de chá de paprica;
- 2 a 3 gotas de piripiri;

Em primeiro lugar corta-se o chouriço, o bife de peru, a batata-doce e a cebola em pedaços pequenos. 

Depois numa frigideira sem qualquer gordura junta-se o chouriço, deixa-se cozinhar um pouco para que deite alguma gordura e depois junta-se a cebola e a batata-doce, deixando cozinhar por mais alguns minutos. Posto isto, junta-se a carne de peru e passados alguns minutos, assim que estiver quase cozinhada junta-se a carambola cortada aos pedaços.

Mesmo antes de estar tudo pronto e de apagar o lume, tempera-se com sal, pimenta e sumo de laranja a gosto.

Enquanto o preparado cozinha, descasca-se o figo da índia e parte-se em pedaços para dentro de um recipiente. Tempera-se com o sumo de limão, os cominhos, a canela, a pimenta, a paprica e o piripiri, depois com a ajuda de uma varinha mágica reduz-se tudo a um puré, rectificam-se os temperos e junta-se ao preparado da frigideira, deixando cozinhar por cerca de um minuto.

Serve-se tudo acompanhado de tortilhas de trigo e de umas cervejinhas bem frescas, claro.

Uma delícia. Experimentem.


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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pizzas do Zoo


Olá a todos,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de mais um belo local onde se pode comer uma boa refeição.

Estamos no saudoso Jardim Zoológico, local onde todos nós, pelo uma vez na vida fomos muito felizes. No entanto tenho uma coisa a reclamar, na altura em que costumava fazer visitas ao Jardim Zoológico, não havia as “Pizzas do Zoo”, normalmente levava-mos sempre um “farnel” de sandes e sumos.

Pois é, aposto que se na altura houvesse este sítio eu teria sido bem mais feliz no Jardim Zoológico e teria voltado lá bem mais vezes. Mas enfim, o que passou, passou e o que interessa é que agora sempre que posso, dou lá um saltinho.

Neste restaurante estamos rodeados de natureza, apesar de em plena Lisboa, o som que reina é o de animais e crianças, assim como a cor que reina à nossa volta é o verde. A casa é grande e ampla, fazendo deste espaço um bom sítio para almoçaradas e aniversários e o serviço é bastante simpático e familiar.

Em relação ao ambiente ficam os quatro Barriganas.

A ementa é ideal para os apreciadores de piza, mas não só, abundam também as massas variadas e as carnes assadas. Mas o que eu recomendo vivamente a qualquer pessoa (até porque não consigo comer lá mais nada) são as pizas, por alguma razão o restaurante se chama “Pizzas do Zoo” e não “Bifanas do zoo”, ou coisa do género.

Para começar recomendo o pão de alho, todos são muito bons e incluem ingredientes pouco habituais, destaco o “Pão de alho com farinheira” e o “Pão de alho com anchovas”. Depois vêm as pizas, ao longo dos anos fui provando várias das que constam na ementa e tenho que vos dizer que todas elas são óptimas, no entanto devo destacar a “Pizza Noruega”, com salmão fumado, natas e mozarela, a “Pizza Madeira” com linguiça, cogumelos frescos, banana (da madeira claro) e azeitonas. Outras que recomendo são a “Pizza Terra Nova” com bacalhau, azeitonas, coentros e molho branco, a “Pizza México”, com carne picada, pimentos, parmesão, mozarela e picante e também a “Pizza Alemanha” com ovo cozido, salsicha, bacon e mozarela.

Se forem rijos e depois disto ainda conseguirem ir a uma sobremesa, a minha sugestão continua nas pizas, mas desta vez doces e esta é mesmo uma autêntica “bomba”, com leite condensado e chocolate, bem doce e gulosa.

Para acompanhar toda esta refeição recomendo uma refrescante sangria de vinho tinto.

Com já deu para perceber, para a ementa ficam os cinco Barriganas.

O preço ronda entre os 15 e os 20 euros, que para a qualidade da ementa e o espaço envolvente é um valor bem simpático.

Ficam os quatro Barriganas para o preço.

Um excelente sítio para os verdadeiros aficionados que andam sempre à procura de mais um bom sítio para se comer uma bela piza. Experimentem.

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