segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ajudar a digestão


Olá a todos,

Em épocas festivas é tradição haver mesas cheias de comida tradicional dessa altura específica, sobremesas, entradas, bebidas, digestivos, enfim, um sem número de coisas boas para nos deleitarmos.

Contudo estas épocas têm também alguns presentes envenenados, nomeadamente, as indisposições, enfartamentos, más disposições, os estômagos às voltas, as paragens de digestão e com elas as tão necessárias “evacuações”.

Como já se devem ter apercebido, o Barrigana já sofreu e sofre destas maleitas, por isso mesmo, hoje venho trazer-vos algumas dicas sobre alimentos que ajudam a nossa digestão a funcionar melhor. São eles:

Couve – É rica em fibras que ajudam a combater a azia, má digestão e outros problemas gastrointestinais. A couve possui dois tipos de fibras, as insolúveis, que aumentam a velocidade do trânsito intestinal e as solúveis, que absorvem água e formam um gel que protege as mucosas do estômago e dão peso às fezes. Desta forma representam uma excelente defesa para o sistema digestivo. É também uma boa fonte de ferro, cálcio e vitamina C.

Gengibre – Auxilia a secreção gástrica tornando a digestão mais fácil. O seu grande poder anti- inflamatório é fundamental na cura de casos de gastrite e outros problemas digestivos como náuseas e dores abdominais. Para além disto ajuda no funcionamento do intestino e acelera o esvaziamento gástrico.  
Já o uso há bastante tempo em vários pratos e de várias formas, mas nestas alturas a melhor maneira é sempre num chazinho.

Ameixa – De facto, em relação a esta sumarenta fruta, conheço um sábio ditado que diz precisamente … “No tempo da ameixa nunca o …. se fecha” (em relação aos três pontinhos já vão perceber do que é que se trata, ao lerem o restante texto). É um laxante natural pois contém grande quantidade de fibras. É também rica em antioxidantes como o ácido clorogénico e o ácido neoclorogénico que protegem e ajudam ao bom funcionamento das células.

Arroz Integral – É rico em fibras insolúveis que pois actuam como laxante natural, auxiliando no funcionamento do intestino. É uma excelente alternativa ao arroz normal e como acompanhamento de outros pratos.

Por isso já sabem, se alguma vez passarem mal do estômago, já têm alguns alimentos que vos podem ser muito úteis.


Design por Shot Frame – www.shotframe.pt / facebook.com/shotframept

sexta-feira, 18 de abril de 2014

“Trouxinhas” de Polvo de Caldeirada Manná


Olá minha gente,

“Polvo de Caldeirada”. Tenho a certeza que existem algumas centenas, senão milhares, de maneiras de confeccionar esta receita tão tradicional do nosso país. Arrisco-me a dizer até que em cada “casa/família” existe pelo menos uma pessoa que tem uma maneira especial de a fazer. 

É bem verdade. De facto, também a Manná tem a sua maneira muito própria de nos oferecer um belo “Polvo de Caldeirada”, enlatado claro. Especialidade esta, que têm vindo a produzir da melhor forma, desde há 30 anos para cá.

Pois bem, hoje o Barrigana vai trazer-vos também uma receita pegando nesta especialidade da Manná. Assim, trago-vos umas “’Trouxinhas’ de Polvo de Caldeirada Manná”. Vão precisar de:

- 1 lata de polvo de caldeirada Manná;
- 6 folhas de couve chinesas;
- ¼ Cebola roxa (picada);
- 2 dentes de alho (picado);
- 1 batata-doce (pequena e cortada em cubos pequeno);
- 2 colheres de chá de pimentão-doce;
- Coentros q.b.
- Sumo e raspa de ½ limão;
- Piripíri q.b.
- 1 colher de chá de vinagre de cidra.

Em primeiro lugar, num recipiente com água a ferver colocam-se as folhas de couve chinesas e deixam-se cozinhar por cerca de um minuto. Depois retiram-se e colocam-se num recipiente com água fria por um a dois minutos, retiram-se e secam-se bem.

Posto isto, numa frigideira com uma colher de azeite salteiam-se os alhos e a cebola por cinco minutos, adicionando a batata-doce (com casca, caso queiram). Deixa-se cozinhar tudo por cinco minutos e junta-se o polvo de caldeira Manná. Tempera-se com sal e pimenta a gosto, piripiri, sumo e raspa de limão, vinagre de cidra e o pimentão–doce. Deixa-se cozinhar até que a batata-doce esteja macia.

Finaliza-se juntando coentros a gosto e um pouco mais de pimentão-doce e servindo a mistura na couve chinesa e enrolando-a sobre si própria.

Bem crocante e saborosa é uma boa receita para adicionar às receitas de polvo da minha família. O que acham?

Patrocinado por Manná - Patés e Conservas de Peixe - www.facebook.com/MANNAPateseConservasdePeixe

Fotos por Shot Frame – www.shotframe.pt / facebook.com/shotframept


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cavalo Maluco 2009 Tinto: O melhor vinho português


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana vem celebrar o vinho. Mas não um vinho qualquer, venho celebrar o “Melhor vinho Português”. Estou a falar-vos do vinho tinto “Cavalo Maluco 2009” da Herdade do Portocarro.

Por estas alturas vocês devem estar a pensar…”olha’ –m’este agora também tem a mania que é enólogo, pff.”, nada disso meus amigos. Estou tão entusiasmado pela conquista deste título porque este vinho é um produto do concelho de Alcácer do Sal, a minha linda terra, o que fá-lo ter, para mim, uma importância bem maior.

Situada em São Romão do Sado, a Herdade do Portucarro situa-se numa zona muito especial, que possibilita que este vinho adquira as características tão particulares que o levaram a esta distinção. A herdade encontra-se paredes meias com a Ribeira do Sado e é rodeada pelos tão característicos arrozais que abundam nesta região, de facto, segundo o produtor e proprietário da herdade, o engenheiro José Mota Capitão “(…) as características deste vinho devem-se essencialmente à região abençoada onde é produzido. (…) temos o sol que faz bons vinhos e a brisa marítima noturna que refresca as uvas.”(in, http://local.pt/portugal/alentejo/vinho-tinto-cavalo-maluco-2009-da-herdade-do-portocarro-eleito-o-melhor-vinho-tinto-portugues/)

Tudo isto dá origem a um vinho elegante, complexo e poderoso. Os entendidos na matéria recomendam-no por ser um vinho que tem, “Num primeiro embate um apetitoso e rústico azeite suave… deixado restabelecer-se do despejo no copo, o vinho assinala chocolate preto e fumo ligeiro. Adiante vêm aromas de amoras maduras, alguns tons herbáceos. O correr dos minutos confere-lhe anis, caramelo e azeitona. E já no fim, chocolate de leite e finura de café. Na boca tem potência e acidez, uns taninos de seda, e  o seu final é longuíssimo.” A mim parece-me muito bem. E a vocês? (in, http://www.garrafeiravinogrande.com/index.php/vinhos-de-mesa/cavalo-maluco-tinto-2009-detail)

Foram estas características que chamaram a atenção dos seis juízes do concurso organizado pelo Vestigius Wine Bar, em Lisboa, e que contou com dois representantes do Court of Masters Sommerliers (organismo de maior prestígio mundial na área de serviço de vinhos), que visitaram o nosso país pela primeira vez.

O “Cavalo Maluco 2009” obteve a melhor classificação em todas as categorias de vinhos, tendo-se destacado como o melhor dos 160 vinhos que estavam a concurso.

Um grande orgulho para Alcácer e para todos os alcacerenses. Eu ainda não tive a oportunidade de provar este vinho, mas a minha curiosidade ficou bastante aguçada.

 Design por Shot Frame – www.shotframe.pt / facebook.com/shotframept


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Gnocchi com cogumelos e alho-francês


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana vai “jogar-se com unhas e dentes” a uma receita clássica italiana. “Gnocchi”.
Em português “gnocchi” significa “caroços” e assim como os “ravioli”, a palavra “gnocchi” é o plural de “gnocco”.

Existem poucas formas de os fazer, na Toscana são feitos com farinha, ricota e espinafres (chamados “malfatti”). Em Roma (gnocchi alla romana) são feitos com massa de sêmola cobertos com queijo e grelhados ou assados.

O segredo para um bom gnocchi de batata é conseguir tornar as batatas o mais secas possíveis, sendo assim necessária menos farinha, o que torna os gnocchi mais leves.

São muitas vezes servidos como primeiro prato, substituindo as sopas, ou as massas. Assim hoje trago-vos uns “Gnocchi com cogumelos e alho francês”
(para 4 pessoas)

Gnocchi
 - 4 batatas médias;
- Azeite q.b.
- ½ colher de chá de noz-moscada;
- sal e pimenta q.b.
- 1 gema de ovo (grande);
- Cerca de 100g de farinha fina tipo 00 (ou farinha normal);
Cogumelos e alho-francês
- ½ cebola roxa (fatiada);
- 2 dentes de alho (picado);
- Cerca de 16 cogumelos (fatiados);
- 2 talos de alho francês (pequenos e fatiados);
- Cerca de 1dl de vinho branco;
- 1 cubinho de manteiga;
- Sal e pimenta q.b.
- 2 raminhos de tomilho;
- Sumo de ½ limão.
- Mozzarela q.b. (para guarnecer)
- Cebolinho q.b. (para guarnecer)

Preaquece-se o forno a 220 graus. Picam-se as batatas com um garfo, envolvem-se com azeite, colocam-se numa assadeira e levam-se ao forno por uma hora até estarem fofas por dentro e estaladiças por fora (se cozermos as batatas em água, vão absorver muita água, ficam pesados e vão-se desfazer). Deixam-se arrefecer ligeiramente e cortam-se ao meio retirando cuidadosamente o interior. Com a ajuda de um garfo, esmagador ou de um passe-vite esmigalha-se até se obter um puré macio.

Posto isto, numa taça junta-se o puré, a nós moscada, o sal, a pimenta, a gema de ovo e a farinha aos poucos misturando-se até se obter uma massa homogénea, macia e leve. Amassa-se tudo com as mãos adicionando-se mais água, caso esteja seca ou mais farinha, caso esteja húmida.

Uma vez a massa pronta divide-se em pedaços e estica-se até obtermos tiras com a grossura de cerca de um dedo. Corta-se a massa em pedaços de 2,5cm e colocam-se num tabuleiro com farinha ou sêmola e leva-se ao frigorífico por 15 a 20 minutos para assentar.

Enquanto os gnocchi estão no frigorífico, numa frigideira com cerca de uma colher de sopa de azeite, salteia-se a cebola, o alho, os cogumelos e o alho francês, durante cerca de 10 minutos. Nesta fase junta-se o vinho branco deixando-o cozinhar por algum tempo, para que o álcool evapore, depois junta-se o tomilho, a manteiga e tempera-se com sal e pimenta a gosto.

Cozem-se os gnocchi numa panela com água fervente (não a ferver, pois a água a ferver pode desfazer os gnocchi) e assim que estiverem a boiar estão, como dizem os italianos, prontíssimos.

Finaliza-se servindo os gnocchi em cima da mistura de cogumelos e alho-francês e guarnecendo com mozarela e cebolinho. Caso queiram, podem fazer um pequeno “enfeite comestível”, desidratando a casca de batata no forno.


Fotos por Shot Frame – www.shotframe.pt / facebook.com/shotframept