quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tapa Bucho


Olá minha gente,

No outro dia, enquanto me passeava calmamente pelo Bairro Alto, mais precisamente na Rua dos Mouros, senti uma forte sensação de fome, a chamada “fraqueza”. No entanto, fiquei descansado pois encontrei logo um sítio onde pude comer o chamado “tapa bucho”, num sítio que, por pura coincidência, se chama “Tapa Bucho”.

Situado entre o número 19 e 21 desta rua, o “Tapa Bucho” é mais uma das, muito na moda, casas de tapas, que nos últimos anos se multiplicaram como cogumelos um pouco por todo o país, com principal incidência na capital. No entanto, se me ficasse por aqui, estaria a ser altamente injusto, o “Tapa Bucho” é bem mais do que apenas isso, aqui comem-se tapas elevadas ao cubo (Tapas3), pode-se desfrutar de várias tapas que são de alguma forma elevadas a outro nível de sabor e apresentação.

E já que estamos neste tema gostava de vos falar da ementa. Está cheia de deliciosas tapas e petiscos inspirados não só em clássicos nacionais, mas também em muitas tapas tradicionais de nuestros hermanos. Começo por recomendar umas “Tapas quentes”, uma espécie de montaditos espanhóis com bacon estaladiço e queijo derretido, começamos logo bem. Depois segue-se uma sopa de cogumelos, cremosa e saborosa, para aquecer o bucho (Barrigana, no meu caso) e a alma, continuando, numa casa deste tipo teria (quase obrigatoriamente) que existir espaço para as já tão famosas cascas de batata frita, estaladiças e acompanhadas de dois saborosos molhos. Para terminar, uma “Tábua Mista”, com vários enchidos, queijos e ainda com algum espaço para uns tradicionais pastéis de bacalhau. Caso o bucho ainda não esteja totalmente tapado, vai ter que haver espaço para uma “imprópria para gulosos” “Tarte de limão com bolacha Oreo” e mais não digo.

Em relação à ementa ficam os cinco Barriganas.

O espaço da casa é acolhedor e bastante simpático, nota-se dedicação, carinho, bom gosto e um toque de modernidade na decoração. Por momentos sentimo-nos numa tasca antiga de ambiente descontraído e “caseirinho”, isto é se conseguirmos entrar. De facto o espaço é pequeno, que não é necessariamente mau porque assim a comida leva menos tempo a chegar à mesa, não perdendo calor e “propriedades”, mas deixo-vos um conselho, se pensarem aparecer por lá marquem uma mesa antes. Para completar o “ramalhete” o atendimento é muito simpático e atencioso.

Para o ambiente ficam os quatro Barriganas.

O preço ronda entre os 10 e os 15 euros, que tendo em conta a qualidade da ementa apresentada e a simpatia do serviço, é um preço bastante simpático. Para além disso, se formos fãs de clássicos da literatura, como por exemplo o “Robinson Crusoe” até pagamos ainda com mais gosto, já que recebemos a conta dentro de um desses livros.

Assim para o preço ficam os cinco Barriganas.

Jovem, bonito e apetitoso, (não, não estou a falar de mim próprio) este é um sítio a visitar.

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Relaxar a comer



Meus amigos,

Andamos muito stressados. Trabalho, trânsito, filhos (para alguns), contas, impostos, enfim, um sem número de coisas que nos põem os cabelos em pé e nos dão cabo dos nervos. Mas nada temam, hoje o vosso amigo Barrigana vem trazer-vos dicas sobre alguns dos alimentos mais indicados para relaxarmos.

Alface - Usadas principalmente em saladas, as folhas de alface são dos ingredientes mais comuns na nossa alimentação. A sua cor verde e o seu aspecto viçoso gritam, “come-me que sou saudável”, mas neste caso não são as folhas as responsáveis pelo relaxamento, mas sim os talos das folhas. Esta parte é rica em lactucina, uma substância que actua como calmante natural e que é indicada para quem sofre de insónias, stress, ansiedade e irritação. Para isso batas ferver água, deitar os talos e deixá-los “descansar” por cinco minutos.

É tiro e queda, ficamos mais calmos e com o soninho em dia. Por isso é que se diz, “Tou fresco que nem uma alface”.

Banana - Outra das frutas mais comummente usada na nossa alimentação, é encontrada em qualquer sítio nos dias de hoje. É uma das melhores frutas para “melhorar o humor”, uma vez que possui carboidratos, potássio, magnésio e biotina que diminuem a ansiedade e tornam o sono tranquilo. Contém também muita vitamina B6 que ajuda o corpo a gerar energia. Por isso mesmo, é que os atletas as consomem em grande quantidade, basta assistirem a um jogo de ténis, por exemplo, nas pausas para troca de campo aparece sempre um(a) a comer banana.

Laranja - Já falei aqui dos benefícios da laranja, pois esta aumenta a pressão arterial proporcionando uma sensação de bem-estar. Para além disto, ajuda ao melhor funcionamento do sistema nervoso, combate o stress e previne a fadiga. Tudo isto por ser uma fruta rica em vitamina C (assim como em outros nutrientes) que contribui para inibir a libertação de cortisol, uma hormona que quando produzida pelo organismo faz aumentar os níveis de stress.

Chocolate - O chocolate é dos ingredientes mais cobiçados e apreciados em todo o mundo. É também conhecido como afrodisíaco, pelas mesmas razões que é um alimento relaxante, ora vejamos. É um grande responsável por estimular a produção de endorfina e dopamina, que são dois neurotransmissores (químicos libertados pelos neurónios que permitem a transmissão de impulsos nervosos entre células) responsáveis por uma sensação de bem-estar e relaxamento (e também pela sensação de excitação e euforia que sentimos quando estamos apaixonados). 

Baunilha - É a especiaria mais cara do mundo logo depois do açafrão. Tem prioridades antidepressivas e relaxantes presentes na vanilina, que é o composto responsável pelo cheiro da baunilha, que produz um efeito calmante (a nível cerebral) quando a cheiramos. Provoca também uma sensação de prazer e de boa disposição quando a ingerimos, neste caso a minha sugestão é tomar um bom chá, com pouco ou nenhum açúcar, e com um pouco de baunilha.

Agora já sabem. Comam e relaxem.


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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mousse de Paté de atum Manná com bolachas de soja crocantes


Olá minha gente,

Quantos de nós no meio da preparação de uma festa nunca se viram a dar voltas e voltas à cabeça para tentar arranjar um aperitivo bonito, delicioso e que, ainda para mais, impressionasse os convidados? Sim muitos mesmo, eu inclusive.

Toda a gente gosta de bolachas, umas mais estaladiças, outras mais macias. Mais importante, muitas vezes é o acompanhamento dessas mesmas bolachas. Por isso mesmo hoje decidi fazer uma “Mousse de Paté de atum Manná com bolachas de soja crocantes”. Vão precisar de:

Bolachas (cerca de 30 bolachas)
- 100g de farinha de soja;
- 200g de farinha de trigo (com fermento);
- 2 colheres de chá de levedura;
- 160ml de água morna;
- ½  colher de chá de bicarbonato de sódio;
- ½ colher de chá de sal;
- 1 colher de chá de pimenta;
- ½ colher de chá de manjericão seco;
- ½ colher de chá de tomilho;
- ½ colher de chá de orégãos
Mousse de Paté de Atum Manná
- 2 colheres de chá de massa de alho;
- ½ cebola roxa (picada);
- 1 chalota (picada);
- 2 ramos de cebolo (picado);
- 2 colheres de chá de mostarda;
- 1 colher de chá de mel;
- 1 colher de chá de molho de soja;
- ½ colher de chá de molho inglês;
- 2 colheres de chá de vinho branco;
- 2 latas de 65g de paté de atum Manná (pode-se usar pastas picantes, caso queiram);
- 3 rabanetes (finamente cortados)

Começando pelas bolachas, num recipiente juntam-se as farinhas (de soja e de trigo), o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal, a pimenta, o manjericão seco, o tomilho seco, os orégãos secos, um fio de azeite e a água morna. Mistura-se tudo até formar uma espécie de bola, assim que começar a descolar-se dos lados do recipiente, retira-se e amassa-se numa superfície previamente enfarinhada até obtermos uma bola macia. Reserva-se tapada para que levede durante uma hora.

Posto isto, estende-se a massa uniformemente até ficar com a espessura de cerca de 0.5cm e leva-se ao forno, pré-aquecido a 200 graus por cerca de 35 a 45 minutos, até estarem tostadas e estaladiças.

Enquanto as bolachas estão no forno, num tacho com azeite salteia-se a massa de alho, a cebola, a chalota e os ramos de cebolo durante cerca de 5 minutos. Posto isto junta-se a mostarda, o mel, o molho de soja, o molho inglês e o vinho branco e deixa-se cozinhar em lume médio/alto por cerca de 10 minutos ou até a mistura atingir a cor de caramelo, mas sem queimar.

Entretanto cortam-se finamente os rabanetes para uma taça e, assim que estiver pronta, junta-se a mistura de cebola caramelizada e deixa-se ficar por cerca de 3 minutos, para que esta mistura amoleça os rabanetes, sem os cozinhar totalmente. Finaliza-se juntando o paté de atum Manná e envolvendo tudo.

Uma vez as bolachas frias servem-se colocando cerca de uma colher de chá em cada uma. Pode-se sempre decorar com algumas rodelas de rabanete, ou até comum pouco de maçã ou carambola.

Deliciosas, cremosas e estaladiças. Experimentem.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

La Pizza


Olá minha gente,

Quem não gosta de piza? Eu pelo menos sou totalmente maluco por piza, de facto, é uma das minhas comidas preferidas. Portanto, aposto que devem imaginar a minha cara de satisfação de cada vez que surge a hipótese de ir a uma pizaria.

Então agora imaginem a minha cara quando tive a oportunidade de ir a uma pizaria que está aberta há 36 anos e que, segundo dizem, foi a primeira pizaria no nosso país. Isso mesmo, acertaram, GRRRAAANDE SATISFAÇÃO.

Situada no número 13 da Travessa José Coelho em pleno centro de Faro, a pizaria “La Pizza” é uma casa rústica e acolhedora que já criou tradição na preparação não só de pizas, mas também de outros pratos tradicionais de terras italianas.

É mesmo pela ementa que vou começar, acompanhem-me per favore. Começando pela entrada, um “Pão de alho” estaladiço e cremoso. Como prato principal devo destacar duas pizas, a “Vulcano” uma calzone recheada de fiambre, cogumelos, queijo e tomate e a piza “Capricciosa” cheia de sabores assertivos, anchovas, alcaparras e alcachofras, ambas deliciosas, o que não me surpreende, já que as pizas são mesmo a especialidade desta casa.

Mas não só de pizas “vive” esta ementa, também de outros clássicos italianos, como as incontornáveis pastas (massas), das quais destaco um cremoso “Penne siciliano” com frango, cogumelos e natas. Para finalizar, o incontornável “Affogato”, uma bola de gelado de baunilha, literalmente, “afogada” em café expresso.

Para acompanhar esta bela refeição, e também para nos mantermos na temática, uma boa garrafa de vinho “Lambrusco”. Ah, com esta refeição é fácil fechar os olhos e imaginar-nos numa bela cidade de Itália. Só nos apetece dizer… “ma che pasto delizioso” e fazer aqueles movimentos com as mãos que todos os italianos fazem.

Assim, ficam os cinco Barriganas para a ementa.

O ambiente no interior é bastante acolhedor, com muitos pormenores que dão à casa um “ar” muito castiço e autêntico, é quase como se entrássemos numa daquelas velhas pizarias italianas de filme, onde tudo tem um ar mais romântico e onde nos esforçamos para “arranhar” o nosso “melhor italiano” para impressionar o nosso par.

Vale muito a pena tentarmos arranjar uma mesa no piso superior, onde o espaço é pouco, mas que nos possibilita admirar, através de uma abertura, com mais precisão a forma como o chef elabora as pizas.  

Para o ambiente ficam os quatro Barriganas.

O preço ronda em média os 12 e os 20 euros por pessoa, o que tendo em conta a qualidade da comida e o ambiente, é bastante simpático.

Em relação preço ficam os quatro Barriganas.

Recomendo esta casa, sem qualquer dúvida, uma pequena Itália em pleno centro de Faro.  

Arrivederci a tutti.

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