terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Workshops


Olá minha gente,

Como é natural nem todos nós temos jeito para a cozinhar, de facto há muito boa gente que nem um ovo sabe estrelar, não é que eu veja algum problema nesse facto. Simplesmente é impossível termos um país com 10 milhões de cozinheiros, como é óbvio.

Mas muitas vezes em diversas conversas, ouço muitas dessas pessoas a terem comentários do género “Sabes, só tenho um grande desgosto: não saber cozinhar como deve ser.” A minha resposta a estas pessoas é, “nada disso, não é difícil apanhar-lhe o jeito, basta ter alguma paciência e persistência. Até já existem muitos cursos e workshops de cozinha que nos dão uma ajudinha nessa matéria e que conseguem desmistificar muitos dos segredos da cozinha.

Devo confessar-vos que existem vários aspetos, ingredientes e cozinhas que eu não domino, e que me fazem ter comentários do mesmo género. Uma delas é a cozinha japonesa, até ao último domingo, era habitual ouvirem-me a dizer “Comida japonesa? Sushi, Sashimi e essas coisas? Pfff, naaaahhh, eu fico-me pela parte do comer, cozinhar isso deve dar muito trabalho e não deve ser para todos”, mas a partir deste domingo a minha opinião mudou completamente. Hoje por exemplo o meu comentário é “Qualquer pessoa pode dominar, minimamente, esta técnica.”

De facto, no passado domingo tive a oportunidade de frequentar um workshop de “Sushi e Sashimi” que “abriu os olhos” para a simplicidade de que é fazer sushi e sashimi. Basta um pouco de calma e concentração, claro está, mas falo-vos do mais básico, “hossomakis”, “niguiris”, “uramakis” e “temakis” , afinal de contas este era um workshop de iniciação.

Aprendi um pouco de tudo história, dicas, técnicas e curiosidades sobre sushi e sashimi, para além disto, o workshop proporciona um óptimo convívio entre os participantes.

Sem dúvida que foi uma experiência muito enriquecedora, que recomendo a qualquer pessoa que saiba, ou não cozinhar.

Por isso, meus amigos esta é a dica que vos deixo hoje, saibam, ou não cozinhar, se quiserem aprender esta é uma maneira fácil e divertida de aprender. Basta procurarem numa página de internet mais próxima, as opções são quase intermináveis. 

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Salada Tropical de rabanete, carambola, pêra e maçã


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana traz-vos mais uma das suas receitas, desta vez uma leve e saborosa salada com um ingrediente muito especial, a Carambola.

A carambola é um fruto originário da Índia, proveniente da caramboleira, rica em cálcio, fósforo e ferro, mas não só, contém vitaminas A, C e do complexo B. É um fruto cheio de benefícios, fortalece o sistema imunológico e ajuda a combater a febre e estimula o apetite, tudo isto devido à grande quantidade de ácido oxálico que contém na sua composição.

Mas atenção, para pessoas portadoras de insuficiência renal este ácido pode ser mortal, pois não é filtrada pelos rins destas pessoas, fincando assim retido no organismo e atinge o cérebro. Para além disto é um fruto muito baixo em calorias, por 100g de fruto consumimos cerca de 31 calorias.

Na Índia e na China, a carambola é muito consumida como sobremesa, mas não só o fruto maduro, também é consumido verde em saladas e até as suas flores são usadas nestes pratos. Em Portugal, ainda é um fruto um pouco desconhecido, difícil de encontrar e muitas vezes o seu preço também não é o mais acessível. No entanto, já há algumas zonas do país onde as conseguimos encontrar a um preço bastante simpático, basta procurar bem.

Hoje decidi fazer uma saborosa “Salada tropical de rabanetes, carambola, pêra e maçã”. Vão precisar de: (Para duas pessoas)
- 8 rabanetes (finamente fatiado em quartos);
- 1 pêra madura (em cubos);
- 1 maçã fuji madura (em cubos);
- 1 carambola (em fatias);
- 3 ramos de cebolo (picado);
- 3 colheres de sopa de cebola frita;
- Sumo de ½ limão;
- 2 colheres de chá de vinagre de cidra;
- 2 colheres de chá de mostarda;
- 1 colher de chá de mel;
- 1 colher de chá de molho inglês;
- Cerca de 3 colheres de sopa de azeite;
- Sal e pimenta a gosto;
Em primeiro lugar, numa saladeira juntamos os rabanetes, a pêra, a maçã, a carambola e o cebolo, juntamente com o sumo de limão (para evitar a oxidação da pêra e da maçã).

Posto isto, numa taça à parte junta-se o vinagre de cidra, a mostarda, o mel e o molho inglês, tempera-se com sal e pimenta a gosto e mistura-se bem. Assim que estiver tudo bem misturado junta-se o azeite a fio mexendo sempre com uma vara de arames, ou com um garfo, até se obter um vinagrete espesso.

Finaliza-se temperando a salada com o vinagrete e juntando a cebola frita.

Esta é uma excelente salada para acompanhar pratos de carne e pratos ricos, com alguma gordura.

Um excelente acompanhamento. Experimentem.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

American Music Burguer


Olá minha gente,

Para hoje o Barrigana tem uma sugestão vinda diretamente da “Terra do Tio Sam”, venho falar-vos dos Restaurantes/Dinner  “American Music Burguer”, que já se podem encontrar um pouco por toda a cidade de Lisboa, e não só. Já conta com quatro lojas só na capital (Avenidas da Liberdade e de Roma, em Campo de Ourique e mais recentemente no Saldanha), contando ainda com uma “unidade” móvel que podemos encontrar em várias festas e festivais. Hoje venho falar-vos da Loja da Avenida da Liberdade, que se situa mais precisamente no número 6 da Rua Alexandre Herculano.

Esta casa faz parte de uma “tendência” que tem tomado de assalto a cidade de Lisboa, onde já abriram vários restaurantes “deste género”, os chamados “dinners” , só contando de cabeça eu já vou em quatro. Este “dinner” em particular consegue juntar dois temas que me são muito “queridos”, comida (claro) e música.

Antes mesmo de entrarmos no restaurante ficamos logo com uma ideia do interior. À entrada temos uma estátua do “Rei do rock’n’roll”, o próprio, Elvis Presley. Depois ao entrarmos apercebemo-nos de que o rei não está só e que está lá “a corte toda”, isto é, Marilyn Monroe, Charlie Chaplin, entre muitos outros. O espaço é confortável, descontraído e sofisticado, a música nunca pára, a toda a hora e até às sextas e sábados à noite podemos desfrutar de um Dj set.

Para o ambiente vão cinco Barriganas.

Em relação à ementa, está também de acordo com o tema do restaurante, isto é, grandes clássicos americanos como hambúrgueres, pizas, milk-shakes e até alguns pratos mexicanos, como “chilli” com carne e burritos. Contudo, devo destacar como entrada uns estaladiços “aros de cebola com molho de mostarda e mel”, como prato principal devo confessar-vos que não consegui resistir aos hambúrgueres com 100% carne de novilho nacional (afinal de contas nem tudo vem dos “states”), mais precisamente quero destacar o Jazz Burger, carne suculenta coberta de bacon e molho barbecue e o Rock Burger, com bacon e queijo americano. Tudo isto com vários acompanhamentos, eu fiquei-me pelos espinafres salteados e pelas tradicionais batatas fritas.

Vejo-me obrigado a destacar uma particularidade muito agradável e simpática. Caso decidamos festejar o nosso aniversário, juntando os nossos amigos/família num destes restaurantes (que eu acho uma boa ideia) eles oferecem-nos o bolo de aniversário.

Em relação à ementa ficam os quatro Barriganas.

O preço ronda, em média, os 10 e os 15 euros por pessoa, que é um preço bastante simpático, tendo em conta a qualidade da comida, o ambiente e o atendimento simpático.

Ficam os quatro Barriganas para o preço.      

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Oliveira/Azeitona/Azeite


Hoje em dia podemos afirmar que o azeite é dos ingredientes que usamos praticamente todos os dias, saladas, sopas, massas, molhos, salteados, entre muitos outros, a lista é quase infindável.

No fundo, as oliveiras são árvores que têm acompanhado os seres humanos há já vários milhares de anos, de facto, foram das primeiras árvores a serem cultivadas na região mediterrânica oriental e na Ásia Menor, há mais de 5000 anos. Existem mais de 400 espécies de oliveiras, apesar de apenas uma delas, a Olea Europaea, produzir azeitonas.

Todas as azeitonas são verdes e vão ficando negras com o amadurecimento, tal como um fruto, sim, porque as azeitonas são um fruto. Para chegarmos ao azeite, mais precisamente a um litro, são necessários cinco a seis quilos de azeitonas. Depois de engarrafado, o azeite deve ser guardado numa garrafa de vidro escuro e num ambiente com pouca luz.  

Este versátil líquido pode servir como repelente contra insectos quando queimado numa lamparina, por exemplo. Os povos pré-mesopotâmicos untavam-se com azeite para se protegerem do frio, na Grécia antiga era usado pelas mulheres como protector solar, alisador de cabelo e aromatizante de pele e os romanos tinham o hábito de o utilizar como analgésico e cicatrizante.

De facto, se pensarmos na Grécia e Roma antiga, muitas das estátuas e monumentos “aparecem-nos” com uma espécie de coroa feita de ramos de oliveira. Para estes povos a oliveira era símbolo de glória e poder, dai a razão para os vencedores dos Jogos Olímpicos serem agraciados com uma.           

Até na lua existem oliveiras, … calma, não enlouqueci de vez, em 1969 quando “pisámos” pela primeira vez a superfície da lua o astronauta Neil Armstrong deixou lá um ramo de oliveira, como símbolo de paz. A minha previsão é que com os “ares” da lua aquele ramo já deu origem a uma grande oliveira cheia de azeitonas gigantes e sumarentas.

Já pensaram se isto fosse verdade?  

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