sábado, 14 de dezembro de 2013

“Caixinhas” de Filetes de Cavala Mediterrânicos Manná e pesto de brócolos


Olá a todos,

Na passada segunda-feira falei aqui da grande distinção que o nosso país recebeu (em conjunto com outros) ao ver a “sua Dieta Mediterrânica” elevada a Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.

Como já tinha afirmado a “Dieta Mediterrânica” é um património que todos nós devemos tentar preservar e transmitir às gerações vindouras, por isso mesmo, o Barrigana já está a começar essa tarefa trazendo-vos hoje uma receita inspirada na nossa “Dieta”. Recorrendo a vários ingredientes característicos do regime alimentar de vários países mediterrânicos, tenho para vocês umas “’Caixinhas’ de Filetes de Cavala Mediterrânicos Manná e pesto de brócolos”.
Vão precisar de:

(para três pessoas)
Caixinhas e recheio
- 1 embalagem de massa folhada (375g);
- 1 lata de Filetes de Cavala Mediterrânicos Manná;
- Cerca de 40g de pimento amarelo e vermelho (em cubos pequenos);
- 2 tomates pequenos (sem pele e sem sementes, em cubos pequenos);
- Orégãos q.b.
- 1 ovo (batido);
- ¼ de colher de chá de Caiena;
Pesto de brócolos
- 1 cabeça de brócolos (pequena);
- 1 colher de sopa de pesto (bem cheia);
- 2 pedaços de tomate seco (finamente picados);
- ½ dente de alho (pequeno);
- 1 colher de chá de vinagre balsâmico;
- Pinhões q.b.;
- Azeite q.b.

Em primeiro lugar para fazer as “caixinhas” corta-se a massa folhada em rectângulos (ou noutra forma) e com a ponta de uma faca corta-se/desenha-se (nunca chegando ao fundo da massa) a “tampinha” que indo ao forno vai “crescer” e ficar saliente, facilitando assim o corte pelas marcas desenhadas. Um conselho, se a massa tiver uma espessura muito fina é melhor dobrarem-na ao meio para dar maior grossura à caixa. 

Depois pré-aquece-se o forno a 200 graus, pincela-se com uma mistura de ovo batido com um pouco de água e leva-se ao forno por cerca de 25 minutos, ou até a massa ficar dourada, desliga-se o forno e deixa-se ficar com a porta entreaberta. Uma vez mornas (quase frias) cortam-se as tampinhas pelas “linhas”, de modo a obtermos um buraco com a forma que cortámos.

Para o recheio, salteiam-se em azeite e alho, o tomate (sem pele e sem sementes) e os pimentos em cubos por cinco minutos e tempera-se com sal, pimenta, pimenta de Caiena e orégãos a gosto. Finaliza-se juntando os “Filetes de Cavala Mediterrânicos” Manná cortados em pedaços grandes e deixa-se cozinhar um pouco até ficarem quentes.

Em relação ao pesto, coze-se a cabeça de brócolos e, posteriormente, com ajuda de uma varinha mágica reduz-se a puré e junta-se o pesto, o tomate seco picado finamente e o pedaço de alho. Reduz-se novamente a puré e junta-se o vinagre balsâmico, sal, pimenta e azeite a gosto.

Para finalizar enchem-se as caixinhas com a mistura de filetes de cavala e servem-se acompanhadas do pesto de brócolos e de pinhões torrados.

Um belo prato para ser apreciado sem nunca esquecer os hábitos da “Dieta Mediterrânica”, ou seja, depois de um bom exercício físico, partilhando este prato numa mesa repleta de familiares, com um bom copo de vinho, uma boa conversa e sempre com moderação.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Restaurante Noélia e Jerónimo


“Restaurante Noélia e Jerónimo”, à primeira vista e pelo nome pode parecer-nos mais um banal restaurante de cozinha portuguesa de beira de estrada, não que haja algum problema com esse tipo de casas, é que simplesmente (e isto é uma pura opinião pessoal) os há em grande quantidade, tornando-os …banais.

Não de beira de estrada, mas sim de beira de Ria Formosa (o que torna tudo bem mais interessante e bonito), este restaurante, situado na loja 1 da Avenida da Fortaleza em Cabanas de Tavira, serve comida tradicional algarvia, humilde, sem rodeios e muito, mas muito saborosa, cortesia da cozinheira e proprietária Noélia.

Dirigi-me lá com alguns comentários em mente sobre o serviço “sui generis” da casa, saí de lá sem perceber a razão dos mesmos. O atendimento foi simpático e atencioso, por vezes com um ou outro atraso (perfeitamente normal quando se tem casa cheia), mas sempre com profissionalismo.

O ambiente é claro e luminoso e a decoração simples e confortável, havendo a possibilidade de, caso o tempo nos permita, desfrutarmos da refeição no “deck-esplanada” com vista privilegiada para a Ria Formosa.

Para o ambiente ficam os quatro Barriganas.

Depois vem a ementa, é aqui que brilham as qualidades culinárias da D. Noélia, de destacar como entradas uma típica “Salada de Moxama de atum” e uns também típicos (mas não da região) “Biqueirões à Espanhola”. Como pratos principais umas estaladiças “Pataniscas de polvo”, mesmo como mandam as regras, ora acompanhadas com “arroz de coentros”, ora com “açorda de conquilhas, o difícil é mesmo escolher. Continuando, e fugindo um pouco à comida algarvia, destaco uma tropical “Salada de camarão, manga e papaia”, para de seguida voltar “às origens” com uns saborosos “Filetes de peixe-galo com arroz de coentros” (de se desfazer na boca), continuando com uma “Açorda de Gambas” bem servida, terminando com um tenríssimo e apuradinho “Polvo trapalhão”, guisado e acompanhado de batata doce de Aljezur.

Para finalizar, “Suspiros”, nada tradicionais da zona, mas igualmente saborosos.

Sugiro como acompanhamento dois vinhos roses “Barranco Longo” e/ou “João Clara”.

Assim, para a ementa só poderiam ser os cinco Barriganas.

O preço médio da casa ronda os 25 euros por pessoa, que se tivermos em conta a qualidade da comida, é um preço simpático.

Em relação ao preço ficam os quatro Barriganas.

Recomendo sem dúvida. Vale a pena. 

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Desafios dos Chef’s da minha família – Salsichas com Couve


Olá a todos,

O desafio de hoje obrigou o Barrigana a inverter papéis, porque normalmente sou sempre eu o provador deste prato e não o chefe, no entanto estou entregue em boas mãos, mais precisamente nas da Senhorita Barrigana.   

Apesar de ser eu quem tem mais jeitinho para a cozinha, ela também não me fica atrás e tem sempre umas quantas receitas saborosas “na manga”. Sempre que o meu “grau de bazófia culinária” ultrapassa os limites do aceitável para qualquer ser humano….PIMBA toma lá que já almoçaste (ou jantaste), e muito bem, literalmente.

A Senhorita Barrigana, uma apreciadora confessa de tomate, cebola e couve, claro que só poderia ser este um dos seus pratos favoritos de todos os tempos. Assim, hoje trago-vos umas suculentas e carregadas de “molhanga” “Salsichas com couve” à moda da Senhorita Barrigana.

Deixo-vos já o conselho de que para que este prato fique delicioso vale mesmo a pena comprar salsichas de boa qualidade, com menos gordura e até de outras variedades. Nesta receita específica comprei umas salsichas de porco preto e outras “argentinas”. Para além das salsichas vão precisar de:

(para três pessoas)
Marinada para as salsichas
- 1 ½ copo de vinho tinto;
- 3 dentes de alho;
- 4 folhas de louro;
- Sal e pimenta
Para a cozedura
- 1 couve lombarda (média – cerca de 14 a 16 folhas);
- 1 cebola (média);
- 6 salsichas frescas;
- Cerca de 500g de polpa de tomate (1 frasco médio/grande);
- 3 dentes de alho;
- 4 a 6 folhas de louro;
- ½ a 1 colher de chá de açúcar

Para começar, num recipiente colocam-se as salsichas com os restantes ingredientes e deixa-se marinar por cerca de uma hora virando as salsichas a meio do processo.

Posto isto, numa panela com água a ferver vão-se deitando as folhas de couve, deixando-as cozer por cerca de um a dois minutos, até ficarem maleáveis, mas não demasiado cozinhadas. Retiram-se e escorrem-se bem para que não fiquem com muita água, nesta fase usam-se duas folhas maiores para envolver uma salsicha, assim certificamo-nos de que as salsichas ficam devidamente enroladas. Uma vez enroladas todas as salsichas guardam-se as restantes folhas cortadas em pedaços para juntar ao preparado final.

Depois num tacho grande (com o tamanho suficiente para que caibam todas as salsichas) com um fio de azeite no fundo junta-se parte da cebola fatiada, parte do alho picado (em pedaços grandes) e a primeira camada das salsichas. Em cima, junta-se parte da couve picada, mais cebola, alho e polpa de tomates, repete-se este processo.

Vai ao lume (médio-baixo) por cerca de 30 minutos e termina-se temperando com sal, pimenta e um pouco de açúcar (para equilibrar a acidez do tomate), a gosto. Se forem aventureiros e caso o tacho o permita podem sempre trocar a posição das salsichas (ou seja as de baixo para cima e vice-versa) a meio da cozedura, tentando sempre que os embrulhos não se desmanchem.

Deixa-se o preparado a “descansar” no tacho (tapado) por cinco minutos, antes de ir para a mesa. Normalmente este prato é acompanhado por arroz branco simples. Deixo já aqui um aviso, este é daqueles pratos que ficam ainda melhores quando comidos no dia seguinte, é um óptimo “Réd’on”.


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Dieta Mediterrânica


Olá a todos,

Depois de, na semana passada, a “Dieta Mediterrânica” ter sido considerada oficialmente Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, hoje o Barrigana “deitou-se” a pesquisar para perceber melhor o que ela é e o que muda a partir de agora.

Começando pela sua origem, a palavra “dieta” vem do grego antigo “díaita” que significa “modo ou método de viver, governar”. Logo aqui temos algumas “luzes” do que é mesmo esta dieta, não é só um regime alimentar, mas no fundo, um estilo de vida e uma herança cultural. Até aqui tudo bem, já sabemos em termos gerais o que é a “Dieta Mediterrânica”, mas como li algures que, segundo um estudo recente apresentado pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, metade dos portugueses não sabe o que é esta “dita” dieta, o Barrigana “vestiu” a sua “pele” de jornalista e andou a investigar, ora vejam.

Resumidamente a Dieta Mediterrânica tem alguns hábitos fundamentais:

Regime alimentar – Combina ingredientes locais e sazonais a formas de cozinhar próprias de cada região (vão divergindo de zona para zona e de país para país). Abundante em alimentos de origem vegetal (hortaliças, legumes, fruta fresca, frutos secos, arroz, massa e pão), a principal gordura é o azeite, o consumo de peixe, aves, lacticínios e ovos é moderado e as carnes vermelhas são usadas em pequenas quantidades. É de destacar também o consumo de ervas aromáticas, especiarias variadas, água e infusões, nunca esquecendo também o vinho e os doces. Claro que tudo isto deve ser consumido em porções controladas e doseadamente.

Atividade Física – Pelo menos 30 minutos por dia ajudam a manutenção do peso e ao bom funcionamento do corpo. Basta andar a pé, usar as escadas em vez do elevador ou até simplesmente desempenhar algumas tarefas domésticas (como fazer a “janta” por exemplo).

Descanso Adequado – Dormir bem, bem dormir, dá saúde e faz sorrir. Mantém-nos saudáveis, não só física, como também psicologicamente.

Convivência social – Nada melhor do que estarmos rodeados das pessoas de que gostamos para nos dar o equilíbrio psicológico e emocional que necessitamos para continuar numa vida saudável. Conviver com familiares e amigos à volta de uma mesa cheia, querem melhor do que isto?

E agora vocês dizem… “sim… e …. Qual é a novidade nisso!?” Neste momento é a altura de introduzir o último conceito.

Moderação – Todos os pontos anteriores devem ser executados com conta, peso e medida.

Resumindo e concluindo, isto significa que Nós aqui neste quadradinho nos fundos da Europa temos condições para termos o melhor estilo de vida em todo o mundo, simplesmente temos que o interiorizar e usá-lo da melhor forma.

Este “estilo de vida” é um grande aliado no combate contra as doenças cardiovasculares, a obesidade e todas as doenças associadas e também contra o cancro.

Só para termos uma noção da importância daDieta Mediterrânica”, em Itália, por exemplo, existe o “Museu Vivo da Dieta Mediterrânica Ancel Keys” e em Espanha (na Catalunha) a “Fundação Dieta Mediterrânica”, países estes que já viram as suas “Dietas” aprovadas como Património Imaterial da Humanidade em 2010.

Assim, meus amigos, a Dieta Mediterrânica está ainda mais “na moda”. A partir de agora há que divulga-la ainda mais, estudá-la e preservá-la para as gerações vindouras, pois ela é património imaterial do mundo e 

“NÓS” os seus principais representantes e defensores.

E tenho dito!


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