sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Abóbora assada no forno com requeijão


Olá minha gente,

Continuamos no Outono (pelo menos até ao próximo dia 21 de Dezembro), apesar de não parecer, com o frio que tem feito. Esta época do ano é propícia à comidinha quentinha e “confortável”, ou como dizem os anglo-saxónicos, “comfort food”. É basicamente comida quentinha, que nos aconchega o estômago, um pouco mais calórica, mas que no fundo, no fundo, faz um bem enorme à alma.

Nesta categoria de comida eu incluo, assados no forno, empadões, sopas ricas, entre muitos outros. No entanto, tenho sempre alguma dificuldade em arranjar acompanhamentos ao nível de, por exemplo, um bom assado no forno.

Como estamos no outono, nada melhor do que utilizar os ingredientes característicos desta época. Agora pergunto eu. Qual é um dos produtos mais característicos do Outono? A abóbora, claro. Assim, hoje o Barrigana tem para vós uma deliciosa receita de “Abóbora assada no forno com requeijão”, que tanto pode servir de acompanhamento, como de uma saudável refeição.

Vão precisar de:
(Para 3 a 4 pessoas)
- 500 a 600g de abóbora (em pedaços médios);
- 1 Cebola roxa (fatiada em meias-luas);
- Requeijão (a gosto);
- Sementes de abóbora (uma mão cheia);
- Sementes de sésamo (uma mão cheia);
- 2 colheres de chá sementes de papoila;
- 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico;
- 4 dentes de alho (esmagados e com casca);
- 3 pedaços de gengibre (com cerca de 0,5 cm);
- 1 colher de sopa de molho de soja;
- Raspa de ½ limão;
- 3 folhas de louro;
- Azeite (a gosto);
- Sal e pimenta (a gosto);

Num recipiente para ir ao forno coloca-se uma “cama” com a cebola roxa, o alho esmagado, os pedaços de gengibre, o azeite, o vinagre balsâmico, uma das folhas de louro e sal e pimenta a gosto.

Posto isto, coloca-se a abóbora em pedaços pela “cama” de cebola, juntamente com as restantes folhas de louro. Tempera-se com molho de soja, azeite, sal e pimenta a gosto.

Leva-se ao forno (pré-aquecido a 180 graus) e cozinha-se por 20 a 30 minutos, ou até a abóbora estar macia e cozinhada.

Entretanto numa frigideira sem qualquer gordura, tostam-se as sementes de abóbora, de sésamo e de papoila, terminando com uma pitada de sal.

Uma vez cozinhada serve-se a abóbora com a cebola roxa e termina-se polvilhando por cima alguns pedaços de requeijão, assim como as sementes de abóbora, sésamo e de papoila.

Saudável e reconfortante, este é um prato delicioso. O Barrigana recomenda.v

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Restaurante O Costa


Olá a todos,

A ilha de Faro tem vários pontos de interesse, a boa praia, a paisagem natural e também os restaurantes com excelente comida. Um desses restaurantes é “O Costa” situado no número 7 da Avenida Nascente (acho que é a única da ilha), muito perto da ponte que faz ligação a terra.

Inicialmente com o nome de “Piri-piri da Costa” esta casa foi um projecto iniciado por Diamantino da Costa no final dos anos 70, depois de ter regressado de Bruxelas. Tendo sido incluído no Guia Michelin de 2001, hoje é simplesmente conhecido como “O Costa”, continua a manter a qualidade, o bom gosto e acima de tudo os sabores que o tornaram famoso.

À primeira vista este restaurante é semelhante a qualquer outro, por momentos até pensamos que poderá ser uma tradicional marisqueira, mas desenganem-se, aqui vão provar sabores de outros lugares bem misturados com as melhores iguarias algarvias, passo desde já a enumerar algumas delas. Para entrada umas surpreendentes e condimentadas “Chamuças de Lingueirão”, umas saborosas e suculentas “Ovas de Choco fritas”, cheias de alho, azeite e picante (existe sempre a opção sem picante, claro) e para terminar (as entradas) um aromático e macio “Polvo à Galega”.

Como prato principal devo recomendar para os gostos mais tradicionais um “Arroz de Lingueirão” bem malandrinho e um “Choco frito” com alguns acompanhamentos menos habituais, mas igualmente saborosos. Para os paladares mais “internacionais” um cremoso e rico”Risoto de espargos e camarão”.

Para a ementa ficam os cinco Barriganas.

A decoração da casa transmite a filosofia da sua comida, ou seja, um restaurante português com muitos pormenores de decoração que nos fazem lembrar outras paragens, como quadros africanos, estátuas tailandesas, ou até adereços de parede das Caraíbas ou da China.

A paisagem é fabulosa, podemos sempre apreciar a nossa refeição com vista para a Ria Formosa e com o bónus de podermos ver os aviões a aterrarem no aeroporto de Faro, sem dúvida que é uma combinação única. Nos dias mais quentes podemos também apreciar de tudo isto na esplanada exterior.

Para complementar tudo isto, o atendimento é bastante simpático, profissional e atencioso.

Em relação ao ambiente ficam os cinco Barriganas.

O preço médio deste restaurante ronda os 15 e os 30 euros por pessoa, que é um preço um pouco acima, mas que é aceitável se tivermos em conta a ementa e o ambiente do mesmo. Considero-o um excelente sítio para um jantar especial. Para carteiras menos recheadas, mas Barriganas ávidas de novos sabores, existem várias “tapas” na ementa com preços bem mais acessíveis.

Assim, ficam os quatro Barriganas para o preço.

Uma agradável surpresa que vale a pena visitar.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Desafios dos “Chefs” da minha Família – Arroz de Conserva Manná


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana volta com uma adaptação da sua rúbrica “Desafios dos ‘Chefs’”, mas desta vez não vou reproduzir uma receita de um famoso chef de cozinha, mas sim de um “Chef da minha Família”.

Não sei se se lembram, mas por algumas vezes já vos falei dos “chefs” da minha família e dos seus fantásticos dotes culinários e receitas, assim, desta vez resolvi fazer uma dessas receitas.

Ora nesta primeira receita resolvi homenagear uma grande chef, uma matriarca que dedicou muitos anos à missão de bem alimentar a sua família. Falo-vos da avó da senhorita Barrigana, D. Maria João, que é a autora de um único, inigualável, inalcançável e caloricamente saboroso “Arroz de Conserva Manná”.

Tradicionalmente, e segundo a receita da D. Maria João, este prato é feito apenas com atum, mas eu pessoalmente gosto de adicionar-lhe os filetes de cavala à portuguesa, pois estes dão um toque ligeiramente picante, mais rico e ajudam a que a conserva não fique com uma textura seca.
Para isto vão precisar de:

(Para 4 a 6 pessoas)
- 1 embalagem de 1kg de arroz carolino;
- 2 latas de filetes de atum em óleo vegetal Manná;
- 2 latas filetes de Cavala à portuguesa Manná;
- cerca de 300ml de Maionese;
- 5 Ovos (médios-grandes);
- Sal e pimenta;

Em primeiro lugar cozem-se os ovos e o arroz. Uma vez o arroz cozido, lava-se em água fria, para que não cole, facilitando assim o manuseamento e cortam-se os ovos em fatias (já sabem, os ovos devem ir ao frigorífico antes de se cortarem para ficarem mais firmes).

Numa taça, com a ajuda de um garfo e de uma faca, desfazem-se as conservas juntamente com um pouco (cerca de duas colheres de sopa) do óleo da lata, até que fiquem bem separadas, mas não desfeitas.

Depois num pirex, ou noutro recipiente para ir ao forno, unta-se o fundo com maionese. Nesta fase dispomos o arroz, a conserva, os ovos (temperados com sal e pimenta) e a maionese por camadas (seguindo sempre esta ordem), até acima. Termina-se sempre com uma camada de arroz e um pouco de maionese para dar alguma cor à última camada.

Leva-se ao forno pré-aquecido a 200 graus por cerca de 30 a 45 minutos, ou até maionese no topo ficar dourada.

Este prato é ainda mais delicioso quando acompanhado de uma boa salada de alface, milho, ou até beterraba.

Sei que nesta altura muitos de vós ainda estão estupefactos pela quantidade industrial de maionese usada neste prato, mas vão por mim é mesmo necessária, faz toda a diferença. Eu já fiz o teste e comprovei esta teoria.

Experimentem, vale mesmo a pena.



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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mezinhas e chazinhos


Olá a todos,

É verdade, o Barrigana não é de ferro e, à semelhança do mais comum dos mortais, também fica doente. Na semana passada tive alguns problemas de saúde… a chamada constipação, ou seja, dores de garganta, nariz entupido e a pingar, dores um pouco por todo o corpo, apatia, enfim, foram dois dias para esquecer.
Passei logo ao ataque (contra a constipação, claro) e para além dos habituais medicamentos, socorri-me também de uma ou outra mezinha e chá, que me ajudaram a eliminá-la.

Assim, hoje, como já chegaram os dias frios e chuvosos, que ajudam as gripes e constipações, resolvi deixar-vos aqui algumas mezinhas e chazinhos perfeitos para combater estas “maleitas”.

Mel com limão
O mel é conhecido por ajudar a fortalecer o sistema imunitário e pela sua acção antisséptica (indicada para as dores de garganta) e antibióticas. Para além disto o limão é rico em vitamina C e também ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Conclusão, uma excelente arma para estas situações. Contudo, há um senão, o mel engorda, tem quase tantas calorias como o açúcar branco, só para terem um noção, uma colher de chá de açúcar tem cerca de 60 calorias, uma de mel tem cerca de 55. Por isso atenção.

Numa taça, ou recipiente, junta-se algumas colheres de mel com sumo de limão, mistura-se bem e toma-se algumas vezes por dia. A mim alivia-me logo as dores de garganta.

Xarope de cenoura
É uma daquelas mezinhas excelentes para eliminar a tosse forte e irritativa. Tomo-o desde sempre e sinceramente não faço a mínima ideia porque é que faz bem, apenas sei que faz bem.

Cortam-se as cenouras às rodelas e colocam-se num recipiente juntamente com algumas colheres de chá de açúcar e com umas gotas de limão. O segredo está em deixar o recipiente ao relento durante a noite a apanhar o “cacimbo” (há quem diga cacimba ou cacimbe), ou seja, o orvalho da noite. Assim, ficamos com uma espécie de xarope muito doce no fundo que é muito bom para combater a tosse.

Chá de casca de romã
A romã contém propriedade anti-inflamatórias, que ajudam a reduzir a inflamação, as dores e o aparecimento de pus na garganta.

Confeciona-se adicionando pedaços da casca da romã a água e deixa-se ferver por 15 minutos, depois deixa-se o recipiente tapado até ficar morno, adoça-se com um pouco de mel e é só beber pelo menos três vezes por dia.

Chá de gengibre, limão, laranja, lima e mel
Esta é a minha própria receita, testada várias vezes e comprovada. O gengibre tem uma acção antiviral e anti-inflamatória, logo misturando este a vários outros ingredientes que ajudam a combater as gripes e constipações, não há mal, bicho ou aragem que nos apanhe.

Junta-se duas a três rodelas de gengibre (dependendo do tamanho) e uma raspa de casca de laranja, limão e lima a água a ferver, depois adoça-se tudo com uma a duas colheres de chá de mel.

É infalível, experimentem. 

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