sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sobremesa cremosa de Feijoa


Olá a todos,

Hoje o Barrigana tem uma estreia nas suas receitas, não tanto pela receita em si, mas no uso de um ingrediente específico, a Feijoa.

A feijoa é um fruto originário das terras altas do sul do Brasil, do Paraguai, Uruguai e da Argentina, de cor verde e que atinge tamanhos semelhantes aos dos ovos de galinha. Muitas vezes chamada de “goiaba serrana”, ou de “goiaba-ananás” este fruto é muito semelhante em aparência e em sabor com uma goiaba.

O nome Feijoa foi atribuído pelo botânico alemão Otto Karl Berg que nomeou este fruto em honra do naturalista luso-brasileiro João da Silva Feijó (1760-1824). Durante o período em que viveu no Ceará, a coroa portuguesa encarregou João Feijó de enviar exemplares da flora da região para o Real Jardim Botânico da Prússia, daí a razão da homenagem.

Este é um fruto de ambientes quentes-temperados, ou subtropicais, mais característico do hemisfério sul, no entanto, também é cultivado em muitos países do hemisfério norte (Portugal incluído).                                             

Ora, eu já vos falei aqui das maravilhas de ter uma horta caseira, foi precisamente uma pessoa que tinha uma árvore deste fruto no quintal que me ofereceu alguns. Inicialmente, e uma vez que era um fruto que desconhecia totalmente, não sabia o que fazer com ele, mas depois de algumas provas resolvi fazer uma 
“Sobremesa cremosa de Feijoa”.
Vão precisar de:

(Para 4 doses)
- 10 feijoas (maduras);
- 1 pacote de natas para bater (cerca de 200ml):
- 2 claras de ovo;
- 8 a 10 bolachas “tipo digestivas”;
- 1 vagem de baunilha (ou aroma, ou essência);
- 1 laranja (sumo e raspa);
- Cerca de 75g de açúcar;
- 4 quadrados de chocolate negro;

Em primeiro lugar descascam-se e cortam-se as feijoas e colocam-se numa taça juntamente com três colheres de chá de açúcar, a raspa e o sumo de meia laranja e com a ajuda de uma varinha mágica (ou robot de cozinha) passa-se tudo até se obter uma espécie de geleia. Reserva-se no frigorífico.

Depois batem-se as natas com cinco a seis colheres de chá de açúcar, e com as sementes do interior da vagem de baunilha, até obter picos firmes. Nesta fase reservam-se no frigorífico.

Posto isto, batem-se as duas claras em castelo. A meio do processo juntam-se quatro colheres de chá de açúcar (aos poucos) até se formar um creme leve e macio (esfreguem o creme na ponta dos dedos para se certificarem que o açúcar ficou bem dissolvido nas claras). De seguida junta-se a mistura da feijoa a este 
creme, envolvendo levemente e leva-se ao frigorífico.

De seguida num recipiente colocam-se as bolachas, previamente esmigalhadas grosseiramente, juntamente com o sumo e a raspa da metade restante de laranja e mistura-se bem. Reserva-se.

Monta-se num copo, ou numa taça funda, dispondo os vários elementos por camadas. Primeiro a “espuma” de feijoa, depois as natas cobertas por alguns pedaços de chocolate negro, em seguida a mistura de bolacha, novamente as natas e a “espuma” de feijoa e assim sucessivamente até acima.

Termina-se polvilhando o topo com pequenos pedaços de chocolate, bolacha e rapas de laranja.

Saborosa, cremosa e fresca, é uma sobremesa a experimentar.


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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Gruta do Paraíso


Olá a todos,

Hoje venho-vos falar de um restaurante único na cidade de Lisboa. Situado no número 60 da Rua do Paraíso, literalmente a dois passos do Panteão Nacional e bem perto da estação de Santa Apolónia, fica o Restaurante “A Gruta do Paraíso”.

Convertido em restaurante há cerca de 40 anos, as paredes desta antiga carvoaria são autênticos pedaços de história da cidade. As rochas que compõem as paredes da “gruta/restaurante”, segundo dizem, fazem parte da famosa muralha Fernandina (mandada construir em 1373 por D. Fernando) que protegeu Lisboa de vários ataques das tropas de Castela. Acredita-se também que possam haver ligações desta “parte da muralha” ao Panteão e ao Castelo de São Jorge e que acaba (supostamente) na zona do Chiado, mais precisamente no Centro Comercial Espaço Chiado, perto do teatro da Trindade.

Com uma imponente vista para o Panteão Nacional, mesmo ao virar da esquina, a “Gruta do Paraíso” é uma casa de ambiente tradicional e acolhedor. Ao entrarmos deparamo-nos logo com alguns utensílios antigos como uma caixa registadora e alguns quadros que decoram as paredes. Depois ao entrarmos na principal sala de refeições aí sim, percebemos o porquê do nome, é no fundo uma pequena gruta, com direito a um laguinho com peixes e tudo.

O atendimento é bastante simpático e descontraído, e se forem curiosos podem até perguntar por uma pequena porta nos fundos da arrecadação do restaurante (hoje em dia tapada por tijolos) que é uma incógnita para todos e que nos faz imaginar o que possa ter passado por lá, há muitos séculos atrás.

Para o ambiente ficam os cinco Barriganas.

A ementa está repleta de pratos tradicionais da cozinha portuguesa, desde os aperitivos até às sobremesas. Começando pelos aperitivos, existem vários néctares nacionais à escolha eu fiquei-me por uma ginginha (apesar de não estar a “dar de beber à dor”, cai sempre bem) e também por um vinho do porto branco seco, perfeito para abrir o apetite. Em relação aos pratos principais recomendo um tradicional (com um toque especial) “Bacalhau à Brás com alho francês”, cheio de bacalhau, cremoso e apuradinho (como mandam as regras) e um “Bife à gruta”, bife da vazia frito em manteiga e alho, acompanhado de batata frita caseira, impróprio para cardíacos.

Esta ementa conta também com muitos outros pratos apetitosos que valem a pena encomendar de antemão para provar. Se tiverem ainda Barrigana para tal, vale a pena também darem uma espreitadela à s sobremesas, também elas muito tradicionais.

Assim, ficam os quatro Barriganas para a ementa.

O preço ronda em média os 10 e os 30 euros, que é um bom preço, tendo em conta a qualidade da comida e o ambiente da casa.

Ficam os quatro Barriganas para o preço.

Atenção, aconselho-vos a reservarem previamente, pois a casa tem tido grande afluência, principalmente para jantar.

Esta é uma casa mística cheia de história, capaz de fazer-nos recuar no tempo enquanto apreciamos de uma boa refeição. Uma boa experiência.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um “simples” ovo


Olá a todos,

Como alguns de vós sabem, muito recentemente fiz uma receita com ovos. Os ovos são simples, se pensarmos bem (e se nos lembrarmos das aulas de Ciências da Natureza pr’ái do 5º ano) são células, ou pelo menos a gema, já a clara é o líquido que completa todo o ovo e que a protege, logo são a “unidade” da galinha. É a partir deles que surgem estas nossas “amigas com penas”.

Bom, ciências à parte. Todos nós achamos que sabemos (pelo menos) cozer um ovo, afinal não é nada de especial…, um ovo, uma panela com água e um fogão. Sim, eu também pensava isso, mas afinal o simples gesto de cozer um ovo na perfeição pode ser mais complexo e até desafiante do que muitos podem pensar.
Por vezes, ao cozer ovos deparo-me com alguns problemas. Podem rachar a meio da cozedura e verter parte da clara para a água, podem ficar cozidos demais, ou cozidos de menos. Já tive verdadeiros “ataques de fúria” quando preciso de ora um ovo mais bem cozido, ora de um menos bem cozido.

Nesta última receita resolvi acabar com esta situação e fiz algumas pesquisas sobre como cozer o ovo perfeito. Assim, recolhi umas quantas dicas que vos podem ajudar também a vocês.

Passo a enumerar:
1-    A água em que cozemos os ovos deve ser fria, para evitar os choques de temperatura;
2-    Devemos juntar sempre um pouco de sal (para sabor) e vinagre (para evitar que, caso o ovo se parta, a clara não se espalhe por toda a água);
3-    Nunca se deve cozinhar com o lume alto pois a mudança brusca de temperatura faz com que a casca do ovo estale;
4-    Assim que a água entra em ebulição, deve-se contar cerca de 6 minutos (se quiserem que a gema fique mal cozida), ou 11 minutos (caso queiram a gema bem cozida), até o retirarem da água. Não deixem o ovo a borbulhar incessantemente, pois a partir deste dos 11 minutos a gema começa a ficar verde;
5-    Assim que estiverem cozidos devem ser mergulhados em água fria (com algumas pedras de gelo, se preferirem). Este processo faz com que o ovo contraia e descole da casca, tornando assim mais fácil a sua remoção.

Como vêm até uma coisa (aparentemente) tão simples, como cozer um ovo, tem a sua “ciência”. 

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sábado, 16 de novembro de 2013

Barrigana & Patês e Conservas de Peixe- Manná


Olá minha gente,

Depois de já vos ter falado um pouco da história da empresa por detrás da “Manná – Patês e Conservas de Peixe”, hoje cabe-me a missão de vos vir falar um pouco dos seus produtos. E já agora permitam-me que vos diga, e que belos produtos que os “senhores e senhoras” da Conserveira do Sul têm para nos oferecer.
Desde o início do seu trabalho, em 1954, que a Conserveira do Sul transmite para a sua atividade e produtos a mesma “garra” que corre nas veias e na alma das “gentes olhanenses” (e que garra! Que o digam os franceses que, há cerca de 200 anos, levaram um valente “festagaço” para fora de Olhão). Os seus produtos são sinónimo de qualidade e tradição, não só no caso das conservas, como também no caso das pastas de peixe.

Para garantir um elevado nível de qualidade, todos os produtos são fabricados com o peixe mais fresco, capturado na costa Portuguesa e submetidos a um rigoroso controlo de qualidade. Para que seja garantida a qualidade e durabilidade dos produtos, as embalagens são esterilizadas e hermeticamente fechadas, para conservar não só a consistência e o aspeto do produto, mas também todo o seu valor nutricional. Sim porque já sabem que para o Barrigana não é só o sabor e a imagem que contam, o conteúdo nutricional também é muito importante.

As conservas e patês de peixe são, sem qualquer dúvida, uma boa fonte nutricional. Ricos em proteínas (fundamentais para estruturação muscular), vitaminas A, D e do complexo B, em Ómega3 (que ajuda na prevenção de doenças cardíacas) e em sais minerais (fósforo, cálcio e magnésio). As conservas e patês são por isso boas opções para refeições nutritivas, rápidas, simples e muito saborosas. Mas quem pensa que basta abrir a lata e “toca a enfardar” (que também é bem bom), desengane-se, basta um pouco de imaginação para as transformar num requintado prato (e eu já tenho várias sugestões, fiquem atentos).

Passando aos produtos propriamente ditos, a Manná disponibiliza uma vasta gama de conservas que vão desde a sardinha, a cavala, atum e carapau. Podem encontrar estas variedades conservadas em óleo, óleo picante, mas também em diversos molhos como o de tomate, de escabeche ou de limão. Também muito apreciadas são as especialidades (verdadeiros “mimos do mar”) como é o das ovas de sardinha, ventrescas de atum, filetes de cavala à Portuguesa e biqueirões.

A Manná também tem o seu “ lado gourmet” que não deixa ninguém indiferente. Não podem deixar de provar as várias “receitas” de sardinhas, atum, cavalas e biqueirões, que estão à nossa disposição. Já os patês Manná são produzidos nas variedades de sardinha, atum e camarão.

Para terminar devo deixar-vos algumas dicas para poderem “lidar” da melhor forma com estas verdadeiras maravilhas. Em primeiro lugar devem “desconfiar” de latas que, por alguma razão, estejam oxidadas, perfuradas ou opadas (o Barrigana já aqui disse, mesmo que exteriormente vos pareçam em mau estado, nada melhor do que abrir a lata e cheirar o conteúdo – abaixo o desperdício). Em segundo lugar, não se deve guardar as latas em lugares quentes e expostos à luz solar. Uma vez abertas, o conteúdo deve ser consumido de imediato, ou ser guardado no frigorífico.

Agora já sabem, há inúmeras iguarias que podemos preparar com estes produtos,… não percam as próximas receitas, porque o Barrigana também não.


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