segunda-feira, 30 de setembro de 2013

De volta à cozinha


Olá a todos,

Pois é meus amigos, para alegria de uns e desgosto de outros, o Outono já chegou (oficialmente no dia 22 de Setembro), quer queiramos, ou não.

Os dias estão a ficar mais curtos, mas curiosamente, esta “altura” do ano é recomeços, regressos e retoma de rotinas. Tanto para miúdos, como para graúdos, uns recomeçam estudos, outros empregos, mas uma coisa é certa, muitas é uma altura que é por vezes crítica. Se não vejamos, regressamos em força, com baterias renovadas e tentamos reentrar em rotinas, por outro lado, os dias ficam menores e começam a ficar mais frios e chuvosos … conclusão …é uma época ideal para gripes, constipações, perdas de paciência, 
aumento do mau humor, entre outras patologias.  

Desta forma, o Barrigana acredita que devemos preparar-nos o melhor possível para este período começando pela nossa alimentação, afinal de contas, é como diz o ditado, “somos o que comemos”, ou como dizia Hipócrates “faça do seu alimento o seu medicamento”. Assim, hoje venho deixar-vos algumas recomendações alimentares para fazer frente ao qua aí vem.

Armem-se em esquilos e comam frutos secos

Os frutos secos (abundantes nesta época) são óptimos tanto para miúdos como para graúdos, pois são indicados para quem recomeça rotinas de trabalho e estudo. Como já aqui disse há algum tempo atrás, os frutos secos são indicados para actividades cerebrais, são ricos em gorduras, logo boas fontes de energia, assim como ricos em fósforo, cálcio, ferro, magnésio, potássio, sódio e cloro.

São também grandes combatentes do envelhecimento das células sendo que, principalmente as nozes, ajudam a reduzir o risco de mortalidade por cancro (menos 40%), ou doenças cardiovasculares (menos 55%). Segundo um estudo realizado recentemente pelo BMC Medicine, o consumo de cerca de 30g dos chamados frutos secos gordos (nozes, amendoins, entre outros) mais de três vezes por semana aumenta a longevidade, ajuda a reduzir os índices de massa gorda, de perímetro abdominal e reduz a incidência de diabetes do tipo 2. 

Lembrem-se dos ursos, preparem-se para hibernar

Abasteçam-se dos vegetais da época, abóboras, espinafres, beterrabas, batatas, acelgas, rúcula, laranjas, limões, maçãs, romãs, peras, castanhas, avelãs, para refeições cada vez mais quentes e reconfortantes à medida que o frio avança. Os vegetais ajudam a prevenir as gripes e constipações, não só em saladas, mas também em sopas quentinhas. Logo, logo, vão começar a chegar as laranjas para dar uma ajuda.

Desapertem o monge budista que há em vós e bebam chá

Os chás, sempre guarnecidos com uma boa colher de mel (antibiótico e anti-inflamatório natural), ou com raspas de limão e umas rodelinhas de gengibre (outro excelente anti-inflamatório natural, antioxidante, usado no tratamento de gripes e constipações, inflamações na garganta, entre outros sintomas) que também são óptimos, aquecem o corpo e a alma.

Por isso já sabem, toca a preparar.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Caldo d’Aves


Caríssimos,

Como já estamos oficialmente no Outono e já que hoje foi o primeiro (e horrível) dia de chuva, o Barrigana resolveu trazer-vos hoje uma receita que ajuda a matar qualquer “bicho” (constipações e resfriados) que possam agarrar-se a vós nesta época de mais frio e chuva.

Assim, apresento-vos o “Caldo de Aves”. Esta receita é original dos meus pais, que recorrem sempre a ela quando toda a gente chega tarde para jantar e não há grande coisa, nem tempo para cozinhar.

É também um daqueles caldinhos indicados para quando ou estamos doentes/engripados, ou de ressaca, nessas alturas não há nada melhor, garanto-vos. Outro dos grandes benefícios desta sopa é quando temos “daquelas almoçaradas” em que ficamos demasiadamente cheios para jantar “comida sólida”, também cai sempre bem.

Rápida, saborosa e barata, é uma sopinha com poucos ingredientes e que, caso queiram, alimenta várias pessoas e pode durar por vários dias. Vão precisar de:

(para 3 a 4 pessoas)
- Cerca de 1l de água;
- 2 “mãos cheias” de massa tipo “pevide” (ou outra de tamanho pequeno);
- 1 caldo de galinha;
- Hotelã, salsa ou cebolinho q.b. (opcional);
- sal e pimenta q.b.;

Numa panela coloca-se a água com uma colher de chá de sal grosso e deixa-se levantar fervura. Depois junta-se o caldo de galinha, a massa e deixa-se cozer. Uma vez cozida tempera-se com sal e pimenta a gosto e com algumas folhas de salsa, cebolinho ou hortelã picada (a(s) que preferirem) e está pronta. É só servir.

Nesta altura muitos de vocês estão a pensar… “PFFF…só isto? Assim também eu…”. Pois eu disse que era bastante fácil.


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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Taberna Maria do Correio


Olá caríssimos,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de um restaurante/taberna situado na zona de Alvalade, mais precisamente no número 5 D da Rua Acácio Paiva. A Taberna Maria do Correio (de seu nome) é uma casa (portuguesa, com certeza) onde a ementa está cheia de pratos tradicionais do nosso país, mais especificamente de Trás-os-Montes.

Decorada como se disso mesmo se tratasse, ou seja, de uma casa de família, do mais tradicional que se pode encontrar em Portugal, a Taberna proporciona um ambiente muito descontraído, com um toque ligeiramente “retro” apimentado por um pouco de humor, presente em vários “artigos” que decoram todo a casa (o mais icónico é, sem dúvida, o famoso quadro do “Menino da Lágrima”).

O atendimento é bastante simpático e pessoal e a refeição é muito bem acompanhada pelo fado que está sempre presente para completar o “retrato de família”.

Para o ambiente ficam os quatro Barriganas.

Relativamente à ementa, esta está repleta de bons petiscos e pratos tradicionais, que fazem engrandecer o nosso orgulho nacional. Começando pelas entradas, devo destacar uns saborosos “ovos com tomate” e uma irresistível “alheira grelhada”, para prato principal e para animar a festa uma “Posta Mirandesa” e uma “Costeleta Mirandesa” (devo confessar que nesta parte, o meu orgulho nacional rebentou a escala e soltei uma pequena lágrima), simplesmente fantástico. Para terminar, destaco uma docinha “tarte de frutos silvestres”.

Tudo isto bem regado por um também excelente vinho trasmontano, “Montes Ermos”.

Assim, para a ementa ficam os quatro Barriganas.

Em relação ao preço, ronda em média 10 e os 25€ por pessoa, o que é um preço simpático, nos dias que correm, por uma refeição bastante saborosa.

Para o preço ficam os quatro Barriganas.

Descontraído e com uma ementa saborosamente portuguesa, a “Taberna Maria do Correio”, é um excelente sítio para uma agradável refeição.

Barrigana recomenda.


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Compras em Espanha


Olá a todos,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de algo que está muito mal no nosso país por estes dias (uma de muitas coisas). Antes de mais devo esclarecer de que não tenho qualquer cor ou filosofia político-partidária, apenas acredito no que é melhor para Portugal e neste momento acho que deveríamos repensar bem algumas políticas económicas e fiscais.

Há umas semanas atrás fui a uma localidade espanhola perto da fronteira e pouco tempo depois de lá ter estado deparei-me com a enorme discrepância entre os preços de Espanha e de Portugal. Sim, é óbvio que esta é já uma questão muito falada, principalmente quando se fala de combustíveis, mas essa discrepância alarga-se também a vários produtos alimentares, que, de uma maneira geral, são muito mais baixos.      

Não me levem a mal, sou bastante nacionalista no que se refere à compra de produtos nacionais, sou daqueles que tem como lema “O que é nacional é bom.” (e não estou a falar das massas, claro), mas é totalmente impossível competir com a maioria dos preços praticados pelos super-mercados espanhóis. É de fazer “cair o queixo” a qualquer um. Se não vejamos este pequeno esquema:

Portugal (preços médios)                                                                Espanha
Tomate seco – embalagem de 150g= 4.69€                                    embalagem de 80g=1.65€
Vagem de baunilha – embalagem de 2un=3.49€                              embalagem de 2un= 0.85€
Sucedâneo de Caviar – embalagem de 105g= 11.05€                     embalagem de 75g= 1.85€
Nachos mexicanos – embalagem 200g=3.04€                                 embalagem de 150g= 0.90€
Tortilhas mexicanas – embalagem 8un= 3.29€                                 embalagem de 10un= 1.20€

Mas estes exemplos são apenas a “ponta do iceberg” a lista é quase infindável, desde açafrão em filamentos (a especiaria mais cara do mundo) “ao preço da chuva” e até trufas em frasco ao mesmo preço de batatas, muitos desses produtos até nem existem nos super-mercados por cá.

Mesmo assim, perante isto continuo a defender que não há nada melhor do que a nossa carne, peixe, vegetais, fruta, enchidos, conservas… facto este que nos deveria obrigar a repensar as nossas políticas (económico-fiscais) em relação à produção e comercialização de matérias-primas e de recursos alimentares nacionais. Estas benesses à produção e aos produtores nacionais iriam tornar o nosso país mais auto-suficiente em relação a certas matérias-primas alimentares e iria tornar também os nossos produtos mais competitivos, o que só por si iria ajudar e muito a nossa economia – até um “zero à esquerda” em economia (como eu) percebe isto.

Agora vamos fazer outro raciocínio, se basta passarmos a fronteira para que os nossos produtos sejam, literalmente, aniquilados pelos preços espanhóis, nem sequer vale a pena compararmos a competitividade dos mesmos, com a dos “super-hiper-mega” baratos produtos chineses, indianos, entre outros.

A meu ver – e volto a frisar que os meus conhecimentos de economia são mesmo muito maus – a solução passa em primeiro lugar pela diminuição da carga fiscal em relação aos produtos nacionais. No nosso país a percentagem mínima de IVA sobre este tipo de produtos é de 6%, enquanto que em Espanha a taxa mínima é de 4% (isto em termos de frutas e legumes frescos, legumes e tubérculos, pão branco, farinha, arroz e outros cereais, leite e queijo).

Já a taxa máxima de 23% é praticada em produtos cárneos processados, peixe, óleos, margarinas, frutas e legumes em conserva, aperitivos e snacks, refrescos e bebidas alcoólicas, em Espanha o IVA mais elevado (21%) só é aplicado nas bebidas alcoólicas.

Ora, em tempos de crise é praticamente impossível resistir a este tipo de preços, atrevo-me a dizer que até os mais nacionalistas se sentem tentados.

E para finalizar, até a pilhas (para nós com o respectivo “h”, se os espanhóis lhe chamam de outra forma, isso é lá com eles) alcalinas – embalagens de 8 unidades - são quase dadas, quando comparadas com as nossas.


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