sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mini-Palmiers de azeitona


Olá a todos,

Hoje o Barrigana traz-vos mais uma das suas receitas e, desta vez, resolvi fazer uns saborosos “Mini-Palmiers de azeitona”.

O palmier é uma espécie de biscoito feito com massa folhada que surgiu nos finais do século XIX, inícios do século XX. A sua origem é desconhecida, mas a receita mais antiga até hoje encontrada sugere que foram criados na Áustria, apesar deste biscoito ser tradicionalmente associado à culinária francesa. 

Ao contrário do que normalmente se pensa, as azeitonas são muito boas para a nossa saúde, são ricas em ácidos gordos monoinsaturados (que possuem potentes antioxidantes) e possui diversos minerais, como cálcio, fósforo, potássio, sódio, entre outros e vitaminas, B6, B12 e E. O que muitas vezes as torna nocivas para a saúde (quando consumidas em demasia) é o seu processo de conservação, que consiste em salmouras (água e sal) que aumentam muito os seus níveis de sódio.

Eu sou literalmente viciado em palmiers, e, como bom alentejano, devoro azeitonas num piscar de olhos, logo fazia bastante sentido juntar estes dois ingredientes em duas variedades de palmiers salgados, que são uma delícia e bastante indicados para serem servidos em festas.Vão precisar de:

Palmiers de azeitona preta
(cerca de 10 a 12 palmiers)
- 1 embalagem de massa folhada (cerca de 230g);
- Cerca de 200g de azeitonas pretas (sem caroço);
- Meio molho de coentros (picados);
- 1 dente de alho (picado);
- ½ limão (raspa e sumo);
- Queijo brie (em pedaços);
- Cerca de 6 nozes (picadas – cerca de 25g)
- 1 ovo (batido)
- Sal e pimenta q.b.

Palmiers de azeitona verde
(cerca de 10 a 12 palmiers)
- 1 embalagem de massa folhada (cerca de 230g);
- Cerca de 200g de azeitonas verdes (sem caroço);
- 1 pedaço de gengibre (cerca de 2cm);
- Queijo Flamengo (em fatias)
- Amêndoas (picadas – cerca de 25g);
- ½ laranja (sumo e raspa)
- 1 ovo (batido)
- Sal e pimenta q.b.

Em primeiro lugar, para a mistura de azeitona preta, com ajuda de um robot de cozinha (ou de uma varinha mágica), moem-se as azeitonas pretas, os coentros, o alho, o sumo e a rapa de limão, as nozes e um pouco de azeite. Para a mistura de azeitona verde, moem-se as azeitonas verdes, o gengibre, a raspa e sumo de laranja, a amêndoa e um pouco de azeite, até se obter uma mistura mais ou menos pastosa. Retifica-se o sal e a pimenta e leva-se ao frigorífico por meia hora.

Posto isto, estendem-se as massas folhadas (deve-se trabalhar a massa bem fria para que não rasgue) e coloca-se no interior de cada uma as duas misturas, deixando uma margem de cerca de 3 centímetros até ao bordo da massa. Depois distribui-se os pedaços de queijo brie (para a mistura de azeitona preta) e as fatias de queijo flamengo (para a mistura de azeitona verde) em cima de cada uma das misturas.

Enrola-se cada lado da massa até meio, fazendo assim uma forma de palmier (uma espécie de coração). De seguida, pincela-se cada uma das massas com ovo batido e, com uma faca bem afiada, fatia-se (com a grossura desejada), dispondo as fatias num tabuleiro.

Finaliza-se levando ao forno (pré-aquecido) por cerca de 20 minutos, ou até os palmiers ficarem dourados.
Deliciosos e crocantes, são um verdadeiro petisco.


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Onda Jazz


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de um “sítio” que visitou há pouco tempo, mas do qual já tinha ouvido falar. É um daqueles sítios que junta duas coisas numa só, no meu caso são duas paixões. A comida (claro) e a música.

Localizado no número 7 do Arco de Jesus, em Alfama, o mítico bar/restaurante/sala de espetáculos Onda Jazz é um sonho antigo de três “parceiros”, que desde 2004 faz o gosto de todos os apreciadores de Jazz (e não só), assim como de boa comida.

É mesmo pela comida que vou começar. Não sendo um “restaurante de raiz”, o Onda Jazz tem uma ementa recheada de bons pratos. Começo por destacar, como entrada, umas estaladiças “Cascas fritas de batata com maionese de ervas”, assim como, uns “Cogumelos recheados com camarão, coentros e alho”, uma combinação deliciosa. Depois recomendo umas tenras “Bochechas de porco confitadas com redução de balsâmico e migas salteadas”, o “Magret de Pato com coulis de frutos vermelho, batata gratinada e salada de rúcula” e também um suculento e picante “Caril verde de camarão com arroz basmatti”, todos eles excelentes opções.

Para a ementa ficam os quatro Barriganas.

O ambiente no Onda Jazz é o que se espera, como imaginamos um bar Jazz… com uma atmosfera “cool”, calma e descontraída. As paredes estão repletas de fotografias bem identificativas do que “faz vibrar” este local, a música. Aconselho vivamente, caso tenham oportunidade, a irem jantar numa noite de concerto, que anima bastante o ambiente da sala. Se estiverem atentos à agenda de espectáculos (ou tiverem sorte) podem sempre ver concertos de grandes nomes do Jazz nacional como Carlos Barreto ou Laurent Filipe, entre outros, mas também vários novos valores que esta sala faz questão de apoiar e ajudar a divulgar.

Por tudo isto ficam os cinco Barriganas para o ambiente.

Os preços são acessíveis, rondando os 20 e os 25 euros por pessoa, em média, que tendo em conta a qualidade dos pratos é bastante simpático. Se estiverem interessados nos concertos, ao valor da refeição acresce o valor do bilhete, que aumenta um pouco o preço médio da refeição.

Ficam os quatro Barriganas para o preço.

Sejam ou não apreciadores de Jazz, este é um excelente espaço para uma boa refeição e para passar uma bela noite.


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terça-feira, 27 de agosto de 2013

2780 Taberna /chef Nuno Barros – “Chá de Lúcia-lima”


Olá a todos,

Hoje em mais um “Desafios do Chef”, o Barrigana traz-vos uma receita feita a partir da colaboração entre a “2780 Taberna” e o chef Nuno Barros.

Começando pelo chef. Nuno Barros é um engenheiro de formação que se tornou chef depois de ter frequentado a Escola Cordon Bleu em Londres, antes de abrir o restaurante 2780 Taberna. Recentemente, desdobrou-se para enfrentar um novo projecto, a Taberna 1300.

Já no caso da 2780 Taberna, é um restaurante de cozinha experimental, que funde produtos e ingredientes típicos das várias regiões do país, tentando criar e reinventar receitas tradicionais.

Hoje trago-vos uma receita para uma bebida refrescante, um “Chá de Lúcia-lima” com um toque muito especial. Tomei contacto com esta receita através do livro em que este restaurante (e o chef Nuno Barros) apresentava as suas receitas. Vão precisar de:

- 6g de folhas de Lúcia-lima;
- 70ml de sumo de limão (bem fresco);
- 200g açúcar (para cerca de 100ml de calda de açúcar);
- 200ml de água (para cerca de 100ml de calda de açúcar);

Em primeiro, lugar faz-se uma infusão com as folhas de Lúcia-lima em cerca de um litro de água (deixar ferver por 5 minutos). Deixa-se arrefecer bem e adiciona-se o sumo de limão fresco.

Para a calda de açúcar, dissolve-se o açúcar em água e leva-se ao lume para reduzir, até se obter um liquido ligeiramente mais espesso. Deixa-se arrefecer e junta-se à mistura do chá com o limão.

Arrefece-se tudo e serve-se num copo com bastante gelo e uma rodela de limão ou lima.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A força do Picante


Olá a todos,

Como muitos já sabem, o Barrigana é verdadeiramente um apaixonado pelo picante, para mim malaguetas, pimenta de Caiena, pimento habanero, tabasco, pimento jalapeño, entre muitos outros, são mais algumas das possibilidades que temos disponíveis para adicionar mais sabor, cor e nutrientes aos pratos.

No entanto, muitas pessoas acham que o picante lhes faz mal. Concordo plenamente, mas apenas quando é usado excessivamente, o que é facto (comprovado cientificamente) é que, quando usado em moderação, associado a uma dieta equilibrada e a um estilo de vida saudável, o picante traz inúmeros benefícios ao organismo humano. 

Estas frutas picantes (para a botânica, todas estas variedades são frutas) têm vários benefícios para o corpo humano, de entre eles, contribuir para o aumento da circulação sanguínea, pois contêm capsaicina e piperina que são agentes activos encontrados normalmente em vários frutos que têm essa acção no corpo humano.
Outro dos benefícios “do picante” é o de ajudar a melhorar o humor, pois aumentam a produção de endorfina (conhecida como a hormona do prazer e do bem-estar), serotonina e dopamina (substâncias também associadas à satisfação).

Há algum tempo que o picante é associado à perda de peso, mas nos últimos anos, a Pimenta de Caiena ficou famosa por ser usada em vários desses tratamentos, levados a cabo por celebridades. A perda de peso dá-se pela aceleração do metabolismo que, com a ajuda desta pimenta, se torna mais rápido impedindo a absorção de parte dos nutrientes, levando à perda de peso.

Sendo ricos em vitamina C, licopeno, capsaicina e outros pigmentos, estes frutos têm ainda um efeito antioxidante e anti-inflamatório no corpo, causando uma sensação analgésica fundamental para combater vários tipos de inflamações, como as artrites, as artroses e até inflamações nas vias respiratórias, como rinites não alérgicas.

Todos estes benefícios, são boas razões para darem mais oportunidades ao picante. Mas caso não gostem de picante, ou tenham receio de experimentar, tenho uma dica para vocês…vão doseando a quantidade de picante. Ou seja, numa primeira fase, como não estão habituados, usem pouco e à medida que se forem sentindo mais e mais à vontade vão aumentando a dose. Mas atenção, isto sem nunca ultrapassarem a barreira do aceitável…lembrem-se sempre que estes benefícios surgem com um uso moderado.

Por isso já sabem, usem “o lado picante da força”.


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