sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Conquilhas abertas “à moda” da D. Linda


Olá a todos,

Hoje, tal como prometi há alguns dias atrás, em mais uma das receitas d’um Barrigana venho trazer-vos o petisco que fiz com as belas conquilhas que apanhei.

Durante este verão tive a oportunidade de provar várias vezes esta receita, o que me fez chegar à conclusão de que estas são as melhores conquilhas que já comi. A D. Linda tem um jeito natural e único para cozinhar este petisco e partilhou a receita comigo. Vão precisar de:

(Para 4 pessoas)
- 400g de conquilhas;
 - 6 dentes de alho (esmagados);
- 2 malaguetas secas (um desfeita e outra inteira);
- Cerca de 4 colheres de sopa de azeite;
- Cerca de 2 colheres de sopa de óleo vegetal;
- Uma mão cheia de coentros (picados);
- Sal q.b.

O primeiro ponto fundamental é o modo de conservação das conquilhas. Devem ser transportadas com água do mar, mas atenção deve-se ter bastante água do mar, de modo a que as conquilhas fiquem totalmente submersas.

Colocam-se num recipiente com uma parte da água e deixa-se ficar por cerca de 30 minutos para que alguma areia que fica na água assente. Depois retiram-se as conquilhas para outro recipiente com a restante água do mar, para ai ficarem até à altura em que vão para o tacho. Este procedimento é fundamental para que as conquilhas “larguem” a areia.

Posto isto, num tacho junta-se o azeite, o óleo vegetal, os dentes de alho e as malaguetas e deixa-se em infusão por algumas horas. Depois leva-se a lume médio deixando os alhos cozinharem um pouco (sem fritarem), nesta fase juntam-se as conquilhas depois de levemente passadas por água doce, assim como os coentros. Deixa-se fritar em lume médio até quase todas as conquilhas abrirem e tempera-se com um pouco de sal.

Servem-se acompanhadas de um bom pedaço de pão.  


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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O meu herói dos gelados - Perna de Pau


Olá minha gente,

De entre as dezenas de gelados que cada marca apresenta ao público em cada ano, há sempre um que nos é “mais querido”, independentemente da sua forma, sabor ou tamanho.

O meu é sem dúvida, e sempre será o “Perna de Pau”, esse verdadeiro mito vivo dos gelados vendidos no nosso país. Não sei há quantos anos ele está connosco, mas pelas minha contas, há pelo menos, mais de vinte anos (e ano após ano eu não lhe consigo resistir). Na verdade, hoje em dia, é um dos meus guilty pleasures, pois eu, já um homem feito, contínuo a devorá-lo com todo o gosto e vontade. Muitas pessoas olham-me de lado quando vou a um café (ou coisa do género) e peço um “Perna de Pau”, tenho a certeza que pensam qualquer coisa do género … “ Elááá!! Um marmanjo deste tamanho ainda a comer perna de pau!??” ou, “Chiça, mas com tanto gelado de todo o tamanho e feitio e esta alminha vai-me escolher um destes???”. Enfim, eu não me importo, no fundo considero-me um Peter-Pan dos gelados.

A minha predilecção por este gelado vai ao ponto de ter desenvolvido uma técnica muito particular para o comer. Começo pelo chocolate, depois vou à nata que está de lado, depois vem a melhor parte … o morango e para finalizar de novo a nata. Tudo isto dura cerca de 2 minutos, ou talvez menos.

Há alguns anos atrás os senhores da Olá (abençoados sejam) criaram uma versão com asteróides do “Perna de Pau”, … o “MEGA Perna de Pau”, foi um sonho tornado realidade. Poderá haver melhor coisa do que o nosso gelado favorito em versão XL?

Contudo, mais recentemente, os mesmos senhores da Olá (quais energúmenos) resolveram retirar do mercado a versão pequena (e a original) do “Perna de Pau”, mantendo apenas a versão “Mega”. Apesar disto, este “Mega Perna de Pau”, deixou de o ser (apesar de nos placards ainda se chamar assim) e passou a ser apenas um “Perna de Pau um bocadito maior”. Foi nesta parte que me “saltou a tampa”… já não há respeito!? Querem ver que a troika também já afectou os gelados? Mas o que me chateia mais é que um pouco ao lado nos placards encontramos o quê?! Pasmemo-nos um “mini milk” que se tornou no “big milk”… vá-se lá entender estas cabecinhas.

E vocês qual o vosso gelado favorito? Ainda é o mesmo de quando eram crianças?

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Restaurante “O Tolinhas”


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de um daqueles restaurantes únicos, que atravessam gerações e são verdadeiros ícones nas suas cidades.   

Situado em plena Ilha da Armona, ao largo de Olhão, o restaurante “O Tolinhas” é uma casa familiar que há décadas faz as delícias de qualquer pessoa que visite este sítio paradisíaco.

Mesmo junto ao cais da ilha, esta casa emana boa disposição, simpatia e familiaridade, qualidades que já se tornaram imagem de marca e que são herança do fundador do restaurante, o famoso Tolinhas, de seu nome António da Glória Peão (vale bem a pena conhecer a histórias deste Senhor http://www.olhao.web.pt/Humor/O_Tolinhas.htm).

Com uma esplanada com vista privilegiada para a Ria Formosa, neste restaurante é literalmente possível sair de água e, num par de passos, sentarmo-nos directamente numa mesa para apreciarmos um excelente almoço ou jantar. Ainda assim, a sala não é “farta em luxos”, mas não faria sentido que o assim fosse, estamos na praia e o que precisamos é de conforto e descontracção.

Por tudo isto ficam os quatro Barriganas para o ambiente.

Depois passamos à ementa recheada de petiscos e iguarias naturais da zona, desde os mais variados mariscos vindos directamente da ria, aos peixes mais frescos que se pode ter. Qualquer prato é excelente, não só pela qualidade dos produtos, mas também pela forma como são confeccionados, ainda assim devo destacar as “amêijoas da ria abertas” que vêm para a mesa a “nadar” num suculento molho, que se torna viciante quando acompanhado por um pedaço de pão. Destaco também a “massa de peixe” bem apuradinha e saborosa e uns inesquecíveis “bifes de atum” e “barrigas de atum grelhadas”, ambos de comer e chorar por mais.

Em relação à ementa ficam os cinco Barriganas.

Relativamente ao preço, e tendo em conta todas as deliciosas iguarias que podemos comer e a vista privilegiada, é acessível, rondando em média os 15 a 20 euros por pessoa.

Para o preço ficam os quatro Barriganas.

Já sabem se querem ter umas férias calmas, descontraídas e cheias de iguarias saborosas, têm duas coisas a fazer. Primeira, venham de férias para a Ilha da Armona. Segunda, marquem uma mesa no restaurante “O Tolinhas”, que não se arrependem de certeza.
  

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Curtis Stone – “Risoto de calamares e rúcula”


Olá a todos,

Hoje, em mais um dos “Desafios do Chef”, o Barrigana vai dedicar-se a uma receita de um dos chefs, escritores e apresentadores de programas culinários australianos mais famosos em todo o mundo. Estou a falar-lhes do chef Curtis Stone.

Curtis nasceu em Melbourne em 1975 e logo aos quatro anos começou a cozinhar com a sua avó, ajudando-a a preparar refeições para a sua família. Apesar disto, Stone enveredou primeiro por outro caminho e formou-se em Gestão antes de se ter decidido pela carreira de chef.

Na Austrália trabalhou em vários restaurantes de topo, antes de rumar a Londres, onde continuou a sua carreira. Mais tarde regressou brevemente à Austrália para apresentar o seu primeiro programa de culinária, que foi uma rampa de lançamento para muitas outras aparições na “caixinha mágica”, tendo apresentado vários outros programas na Austrália, Reino Unido e E.U.A.

Para além disto, Curtis criou recentemente a sua linha de utensílios de cozinha e também já conta com vários livros de culinária escritos.

Hoje, mantendo-me no tema verão, praia e mar, o Barrigana resolveu fazer um delicioso, “Risoto de calamares e rúcula”. Para isto vão precisar de:

(Para cerca de 4 pessoas)
- Cerca de 200g de arroz arbóreo;
- Cerca de 0,75cl de caldo de marisco (ou dissolver dois cubos em água)
- ½ cebola (finamente picada)
- 2 dentes de alho (finamente picados)
-Cerca de 10cl de vinho branco seco;
- 3 cubinhos de manteiga;
- Queijo parmesão (a gosto);
- Algumas folhas de rúcula (a gosto);
- 350g de lulas pequenas (fatiar em rodelas finas, aproveitando os tentáculos para guarnecer);

Em primeiro lugar, numa panela com azeite e um pouco de manteiga saltear os alhos e as cebolas, por cerca de 3 minutos. De seguida junta-se o arroz e deixa-se saltear, mexendo sempre para que não queime, e logo que os bagos comecem a ficar translúcidos junta-se o vinho branco e deixa-se cozinhar.

Assim que o fundo do tacho começar a secar juntamos o caldo de marisco aos poucos (cerca de duas conchas de cada vez), repetindo este processo logo que fique seco. É importante que nunca deixemos de mexer o preparado, pois isto faz libertar a goma do arroz tornando o prato final bastante cremoso.

Outro dos aspetos fundamentais é ir provando o arroz (eu faço-o de 5 em 5 minutos), assim que estiver quase pronto, mas ainda um pouco rijo (al-dente), junta-se o queijo parmesão, a manteiga, retificam-se os temperos e apaga-se o lume.

Nesta fase, juntam-se as folhas de rúcula e as rodelas de lula que, desta forma, vão cozer com o calor residual. Para finalizar, salteiam-se os tentáculos numa frigideira com azeite bem quente, por 30 segundos.


Experimentem, é bastante saboroso e vale bem a pena.

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