quinta-feira, 25 de julho de 2013

Cigarros de Chocolate


Olá minha gente,

Para os que não me conheciam há cerca de 18 anos atrás, devo confessar-vos que nessa altura fui um grande fumador, …sim, …fumador. Até chegava a fumar um maço inteiro em apenas algumas horas, iam uns atrás dos outros.

Calma. Não pensem que nessa altura eu era um delinquente da pior espécie que, apenas com 7 ou 8 anos e nem sequer com a 4ª classe completa, andava pelas ruas de Alcácer a assaltar velhinhas e a roubar bicicletas. Nada disso. Eu “fumava/comia/devorava” cigarros de chocolate.   

Quem não se recorda dos saudosos cigarros de chocolate, lembro-me que eram vendidos em caixas que imitavam os maços de tabaco. A marca que mais comprava era uma que tinha uns camelos, provavelmente a imitar a “Camel”. Lembro-me também que eram feitos de chocolate de leite e que para mim comê-los era um ritual, primeiro fingia que fumava e depois ia dando grandes trincas, a partir deste ponto “marchavam” uns atrás dos outros.

Até que numa certa altura simplesmente deixei de os ver à venda, sem grande razão aparente começaram a deixar de estar expostos nas lojas, pastelarias, mercearias e cafés.

Depois de uma pequena pesquisa percebi porquê. Na lei “nº 37/2007”, apelidada de “A Lei do Tabaco”, no seu artigo 17º, no ponto 3, afirma que “(…) É proibido o fabrico e a comercialização de jogos, brinquedos, jogos de vídeo, alimentos ou guloseimas com a forma de produtos do tabaco, ou com logótipos de marcas de tabaco.” E assim se “foram á vida” os cigarros de chocolate em Portugal.

Boa ou má lei? Prefiro manter-me à parte de opiniões e convicções (mas tenho a minha, claro) e relembrar aqueles doces e saborosos rolinhos de chocolate que nos deixavam água na boca.

Quem não se recorda?


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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Restaurante Takô


Olá pessoal,

Hoje o Barrigana vem falar-vos de um daqueles restaurantes que são capazes de deixar os olhos em bico de qualquer um, por duas razões principais. Primeira, a comida é de grande qualidade, assim como muito saborosa e segunda porque é um restaurante japonês.

Localizado em plena marina de Vilamoura, o restaurante “Takô” é um espaço muito agradável onde podemos descontrair e desfrutar de uma excelente refeição com toda a tradição da gastronomia nipónica.   
Este é um restaurante que proporciona um ambiente descontraído e sofisticado, com uma decoração, obviamente, japonesa. O atendimento é atencioso e simpático e até conseguimos dar uma pequena espreitadela por cima do balcão e ver como os chefs trabalham.

Por isso ficam os quatro Barriganas para o ambiente.

A ementa é muito variada e toda ela confeccionada da melhor forma e com os melhores produtos. Todos os pratos que comi eram muito bons, mas devo destacar as “giosas”, as “tempuras”, os “temakis” de sapateira e de enguia, o “hot sushi”, para além do habitual “sushi” e “sashimi”, também muito saboroso. Para sobremesa um “brownie de chá verde com gelado de baunilha”, tudo isto bem regado com uma fantástica sangria de espumante fresquinha. Melhor refeição não é possível.

Para a ementa vão os cinco Barriganas, claro.

O preço é um pouco mais acima, ronda os 25 euros por pessoa, o que não é um valor acessível para todos. Contudo, tendo em conta a qualidade da comida que o restaurante apresenta, vale muito a pena. Caso queiramos experimentar sem deixar um rombo no nosso orçamento, existe a opção dos menus de refeição com um valor fixo, que são muito mais acessíveis.

Em relação ao preço ficam os quatro Barriganas.


Já sabem se são grandes apreciadores de sushi, sashimi e afins, este é um restaurante incontornável. Experimentem. 

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Paul Hollywood – Pão “Bloomer"


Olá minha gente,

Hoje o Barrigana vai pôr, literalmente, as mãos na massa e fazer “Challenge Accepted” à receita do chef/padeiro inglês Paul Hollywood.

Nascido em 1966, em Wallasey (Reino Unido), Paul Hollywood desde cedo esteve em contacto com o “mundo do pão”, pois o seu pai era padeiro e dono de uma padaria. Desde cedo começou a aprender a arte de fazer pão com o seu pai, mas antes de se dedicar totalmente à padaria, Paul ainda passou por um curso de Escultura, do qual desistiu.

Depois disto, tornou-se o padeiro principal de vários hotéis em Inglaterra e não só. Hoje em dia tem o seu próprio negócio artesanal de padaria, que fornece vários locais emblemáticos, como “Waitrose” e o “Harrods”. Para além disto, foi júri em alguns concursos culinários na tv e o seu livro “100 Great Breads” conquistou o prémio “Top Bread and Pastry Book” de 2005. Hoje em dia podemos vê-lo no seu programa de tv (sobre pão) no canal “24 Kitchen”.

Depois de tudo isto, a receita de hoje só poderia ser um pão. O próprio Paul disse que aprendeu a fazer este pão com 13 anos, logo, acho que não será muito difícil de fazer. Assim, hoje trago-vos a receita de pão “Bloomer”. Vão precisar de:

- 500gr de farinha Tipo 65 (ou 55);
- 7 gr de levedura para pão;
- 10gr de sal;
- Cerca de 4 colheres de sopa de azeite;
- 350 ml de água da torneira;

Este pão é um dos mais básicos que se pode cozinhar. Para começar numa tigela colocamos a farinha, a levedura e o sal, nesta fase é crucial que o sal e a levedura não estejam em contacto, porque o sal retarda a acção da levedura. Depois junta-se o azeite, a água e começa-se a misturar com as mãos, até se formar uma massa pastosa e peganhenta, nesta fase retira-se da tigela para uma superfície previamente untada com azeite (uma bancada, um tabuleiro ou tábua).

Amassa-se até obtermos uma bola elástica e macia (este processo demora cerca de 10 a 15 minutos). Caso a massa tenha uma textura muito seca e farinhenta, junta-se um pouco de água, caso esteja demasiado peganhenta junta-se um pouco de farinha.

Deixa-se levedar durante duas horas numa taça coberta com papel antiaderente, num local seco. Passado este tempo voltamos a amassar (cerca de 5 minutos), para desenvolver ainda mais o glúten da massa. Nesta fase vamos dar forma ao pão, amassamos de forma a obter um rectângulo (mal feito) e dobramos a massa na nossa direcção até ficarmos com uma espécie de rolo (mal feito). Volta a levedar por mais duas horas, desta vez na superfície onde amassamos apenas cobrindo-a com papel anti-aderente.

Este pão chama-se “bloomer” (em inglês vem de bloom, florescer/crescer, ou seja, “o que floresce/cresce”), porque a massa vai a levedar por duas vezes, logo cresce bastante.

Passado este tempo, salpica-se a massa com um pouco de água e farinha, depois fazem-se cortes diagonais e vai ao forno a 200 graus por cerca de 45 minutos.

O segredo deste pão é obtermos uma crosta bastante estaladiça. Uma dica para obtermos isto é quando o forno estiver bem quente coloca-se o pão e num tabuleiro abaixo deitamos água para que se forme vapor, e assim ajudar a formar-se uma bela crosta.


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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Farinhas há muitas…


Boas pessoal,

Devo confessar-lhes que nunca fui grande conhecedor dos segredos de fazer um bom pão, no entanto, há algum tempo comecei a interessar-me mais e a prestar mais atenção aos pormenores que fazem um excelente pão.

Digo-vos que o segredo está na massa, mais propriamente na farinha, que pode fazer com que tenhamos melhores resultados caso utilizemos a farinha mais adequada para o pão que queremos cozinhar.
Assim, existem vários tipos de farinha:    

TIPO 45 - FARINHA FLOR 
É uma farinha muito refinada e branca, ideal para confecção de doçarias como o pão-de-ló, ou tortas. Com este tipo de farinhas conseguimos obter doces muito leves e fofos.

TIPO 55- FARINHA SUPER-FINA 
É das farinhas mais utilizadas na culinária caseira. É indicada para a confecção de pão, bolos, bolinhos, massa para pizza, tartes, pastéis e massas lêvedas.

TIPO 65 - FARINHA FINA
É a mais utilizada na panificação, tradicional ou industrial. Dá origem ao pão branco tradicional (carcaça, regueifa, bolas, pão de Mafra, baguetes, entre outros), que é o pão mais fabricado, hoje em dia. Também é indicada para farturas e pães-de-ló.

As farinhas tipo 55 e 65, são farinhas com alto teor de proteína, glúten e com uma excelente capacidade de absorção de água. Assim, são adequadas ao fabrico de pão de forma industrial, feito em grandes quantidades e através da utilização de diversos processos de produção.

TIPO 80 e 110 - FARINHA SEMI-INTEGRAL
São utilizadas na panificação industrial e tradicional. São boas para confeccionar pão semi-integral e para pastelaria. Produz um pão com uma textura mais leve, pois não contém germe nem farelo.

TIPO 150 - FARINHA INTEGRAL
Produz um pão rico em sementes, de textura compacta e de cor mais escura. É cada vez mais utilizada em bolos de fruta, bolachas, pastéis e outras confecções culinárias.

TIPO 70, 85, 130, 170 – FARINHAS DE CENTEIO
Usadas para o fabrico de pães de mistura, com diferentes tonalidades que variam da mais clara (T70), até à mais integral/escura (T170). Indicadas para cozinhar pão de centeio, pão de mistura, entre outros.
Existem ainda farinhas de milho (de cor amarela e usada para bolos, pão de mistura e broa) e de arroz (usada para fazer pão tigre, bolo de arroz e também para “tender” massa). Outros tipos de farinha são as sêmolas (de trigo e milho) que são produtos com granulometria (tamanho do grão) mais grossa. São indicadas para fazer massas como o “cuscuz” ou para engrossar caldos e sopas.
Esta é apenas a “ponta do iceberg” das farinhas, há muitas outras nuances e particularidades neste tema consoante, por exemplo, o resultado que queremos ter e as moagens que cada marca de farinhas tem.

Por isso já sabem “farinhas há muitas…” tudo depende do resultado que queremos obter.